(À moda da bossa nova)
Seus olhos ao cruzarem
com os meus e naquele olhar
a promessa ficou
Desfiz semanas em novelos
de dias contados
à sambas à beira-mar
Em euforias e tanto
de silêncios
o som das ondas
Os moços ao mar, ao longe
próximos da ilha
namoram ondas que nunca virão
Você, meu amor
não veio, de novo
Nada de beijinhos, carinhos
só vislumbro um fim
O mar caliente
gelo se desfaz nos oceanos
destruímos o mundo
no outono o mar tão calmo nunca vi
transparente até às oito da noite
e eu e minhas ilusões a sós
Encerro meu show sem bis
o amor que não se deu
na arena do conflito
qual a cor dos teus olhos?
Conto não mais semanas
é mês e mês
e esse amor que percorre
farol, molhe e rio
em passos silenciosos
Mal nasceu é algo de amor
Sem dar
Sem ser
Exausto dorme em paixão
E brasa
São as águas
de além de março
noites e filmes
bonito ver
o sol nascer
em gritos de ansiedade
controlados
Disfarço
é muita mentira
negar e fingir
foi em dia de ressaca
que o amor virou
pois é
só eu sei
Melancolia e tristeza
dor cruel que me acorda
às três da madrugada
e triste enxoto a paixão
lá vou eu de novo…
(Busco versos melhor inspirados em dias de ressaca, de mar tumultuado e decisões que custaram a ser tomadas. Quem sabe a bossa não caiba ao tamanho dos versos e dos segredos.)
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