Tengo

No tengo

Ni placer

Ni despacio

Soy alma libre pero fincada

en los árboles que son cómo

raíces de un espíritu nunca alado

Ahogo mi pranto

por la noche apagada

enciendo velas a los dioses

Que mi alma se parte en piezas

y no arrojo dónde estaré mañana

Hace falta que no vea el pasado

ya ves, es pasado cómo tatuaje en mi corazón

Soy sólo yo y mis cicatrices

Que el tiempo no cura las heridas

es mentira

Cuando ríen de mi, me niego

me quedo

me cierro

Soy fruta dulce bajo la lluvia

Y hay los murciélagos en el jardín

justo en mi ventana

Soy carne y coraje

soy mujer ante todo

Me quedo

Me cierro

Pongo el perfume de las diosas

por hacerme noble y protegida

me quedo

Te olvido desde hace cuando

te lo di mi confianza

me cierro

Mi perro me hace compañía en el dolor

que hasta mañana nos quedaremos

en un baño de manguera

a mirar el jardín y todos que me hacen falta

Me quedé sola

Me quedé

Me cerré

Empty house

The door is still open

Where I left my heart

There are no skulls in the bedroom

still, I don’t want any forgiveness

I look around, my darling

Memories

I left all of them under the skin

of a snake that bit me a long time ago

Some night, in the past, I was happy

trusting in everyone and myself

The room and it’s Christmas three

a portrait of peace

Then

There was fire and inundation

the floor covered with blood and tears

I screamed all night long

‘til there’s no hope nor expectations

The walls are testimonies of my crimes

they hate me because they know who I am

And a lonely dog barks in the corner

when I cross the neighborhood

Looking for your wise eyes

trying to understand me

We’d never really had a chance

under the beauty of a rose

or besides the melancholic of the rain

The kitchen smells like an old fellow

who forgot to leave a message

every morning the toaster feels

a great Sinatra’s song

whispering down the stairs

I look towards to that shining window

where I left behind all the beliefs

and a body full of comprehension

I heard my smile from here to eternity

Je cultive mon jardin

Quand j’étais enfant

et j’ai découvert le mal

avec espoir

J’ai cultivé mon jardin

J’ai eu des affaires

et j’ai reconnu l’amour

mais face à la désillusion

J’ai cultivé mon jardin

Pendant ma vie

j’ai eu la douleur et la souffrance

Il y a des jours sans la volonté de vivre

ne pas savoir, même ainsi

j’ai cultivé mon jardin

Seule et heureux à l’intérieur

Je cultive mon jardin

Reconnaissant à la vie

amant des problèmes

et avec une valise des rêves

Je cultive mon jardin

Je suis sur la bonne voie

mes yeux sont la vérité

J’ai la force de mon domaine

C’est pour ça que

Je cultive mon jardin

Je marche sur l’envie

Je voyage dans le vide

Parce que je cultive mon jardin

J’aime les détails et les mystères

Je méprise tes misères

comme quelqu’un qui a un don de Dieu

Je vis le silence de ceux qui savent tout

Oui tout y est – dans mon jardin

et chaque jour

pluie ou soleil

Je cultive mon jardin

Corta a cidade

O trem cortou a noite

dezenas de vezes ouvi-o

esvaziar meus pensamentos

naquele instante

porque o trem cortou a noite.

A alma que, de madrugada,

sonha acordada

com as férias? O futuro? O nada?

desperta assustada

é o trem varando a friaca.

O tempo passou, me veio a idade

encontro-me em certezas

questiono o brilho das estrelas!

julgo partir em pedaços a hipocrisia.

Olho ao redor…

somos todos os mesmos.

E, ainda,

o trem, à noite, corta a cidade

(e minh’alma).

Cambiar mi suerte

Mira
Me conoces poco
Te quiero mucho
Haces flores de mis destrozos
¿Cuánto cuesta tu sonrisa?
Tu alma me extraña
¿No?
Mira
Yo no quiero todo
Puedes tenerme sólo
Puedes tenerme hoy
Te quedas en dudas
Quedate conmigo, niño
Mira
Esto es imposible
Yo, sinto, no soy la misma
Tengo un corazón a proteger
Y un cuerpo a desear
Pues, hoy, te los quiero dar
Mira
No tengas vergüenza
Sé que soy un riesgo
(Una chica de verdad)
Que ni sueñan los padres
Pues te garantizo placeres, niño
Mira
No me hagas decirle dos veces
Te quiero mucho
No me engañas tu mirada, niño
La vida puede que me sea una tormenta
Y no tengo ojos al pasado
Si no vas a cambiar mi suerte
Quedate acá, cerca del mar
¿Sabes que no voy a volver?

Em dia de Santo Antônio

O sorriso de quem batia à porta do céu

em dia de Santo Antônio

avisando que vinha num pôr-do-sol

depois de fechar os olhos ao amanhecer.

Elias, também, para aí partiu

em carruagens de fogo

que os bons Deus leva

ao seu encontro.

Nossa mania de lavar as mãos

em demasia

e o que a esquerda fazia

a direita não via.

Há quem nunca aprenda

o que a vida ensina:

a amar nos resquícios do dia

nos labirintos do silêncio.

O coração gigante dos olhos azuis

captei para lembrar

como era chegar em casa

e vê-la dependente e frágil.

“Nossa Senhora” sussurrava

aos meus sorrisos

“Puta, tudo puta” gritava

às minhas gargalhadas.

Versos, apenas

para não esquecer.

Saudade imatura irrompe

às portas abertas do guarda-roupa

dos dias que descobri, por fim

o vazio. O vazio.

Foi sacrifício

agarrou-se a todo o respiro

invencível e forte – que forte!

um de nós, teria sucumbido.

Instalou-se aqui como uma prece

inundou-nos com parábolas

e lições de ouro e de prata

ditou seu evangelho e nos salvou.

Do teu olhar lúcido e passageiro

às tuas últimas palavras.

O amor vence

a memória.

Outros campos

Olhos abertos ao sol

São tristezas passageiras

Agosto sopra à nuca

Meus desgostos à tona

Do topo avisto outros campos

Permaneço pés imóveis

há montanhas demais a galgar

A descida é uma escolha

Ensino-te

Ensino-te

a pisar caminhos e tropeçar sem medo

escapamos de dias de desespero

de sábados sem sol e de domingos mornos.

Ensino-te

o doce lambuzar das palavras mais sútis

em troca de olhares e nervosos sinais

sobre ondas do nascer do sol primaveril.

Ensino-te

a não morrermos de tédio em frente a TV

a despedaçarmos os amores vãos e frios

a superarmos distâncias num piscar da lua.

Ensino-te

meu bem, que a vida é mesmo assim

superar dores e lambermos afagos

a cada perigo na esquina, olhares atentos.

Ensino-te

que não sou de ninguém nem nunca fui

que o tempo é um velho amigo

a deslizar pela estrada que tracei.

Ensino-te

o tanto que tenho fome do mundo

o tanto que o mundo me destrói

o tanto de invernos que já sofri.

Ensino-te

o tamanho das coisas sem importância

a palavra amarga dos filósofos

e a câmera nervosa que nos desperta.

Ensino-te

eis quem sou.

Descalça

Desnuda estas pernas
deixa o colo à mostra
Seduz, teu sorriso
De alma velha
de quem já sofreu
e não se entrega
Mais uma Primavera!
Entrega teus pensamentos
ao sol
confessa teus desejos
brinca em segredo
Teu corpo ama
Entrega – te aos dias que virão
a paz tu mereces
mas não a quer teu coração
Ele quer vida bamba
Calor e paixão
Desafias o destino
descalça e cabelo ao vento
sorriso e vestido
e o olhar despido
mais uma…
Primavera.

Canção popular

Estou sem rima

para o teu sorriso

nego querer tê-lo

como abraço

e remetê-lo

ao desejo


Estou sem poesia

outra tarde, outro dia

quis morar no pôr-do-sol

e deixei a vida

mais bonita


Estou sem inspiração

a chuva infiltra

cada canto da canção

bebo pra não perder

horas vagas em oração


Estou sem pressa

a amar a Primavera

o sol e as flores

meu coração

de novo em cores


quis ser popular a fazer versos de paixão

e neles nos enroscavámos assim:


Me deixa cair no abraço dos teus lábios

a roçar no canto do teu sorriso

esse desejo proibido dia e noite comigo

o futuro é incerto, eu te digo

mas no sonho e no Verão a gente pode

se amar como dois conhecidos

e ninguém tem nada com isso!

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