Imenso
o viver
Sob o céu azul
meus desejos
Sob a pele
pequenas e grandes cicatrizes
Pairam às margens
o caos e a cacofonia
Nem tão firme
Nem tão forte
passos sem cessar
Imensa
destreza
Abraçar cada dia
a si mesma
Sorrir inúmeras vezes
ao desconhecido
em vertigem
Colocar os dois pés
no chão ao lado da cama
com confiança
Dar adeus
sem palavras e
sem remorsos
Imenso
o prazer
Escalda a alma
um suspiro com gemido
Cortam feroz as regras
e o juízo
Arrancar erva daninha
onde jaz o corpo
do amante enterrado
Cultivar raízes fortes
de experiência e paz
Imensa
a sabedoria
É alto o preço
da humildade
Querem cobrar multa
da sinceridade
Para a vítima
a vingança se faz tentadora
Em resposta à mentira
recomendo a espada afiada
Juntou o que nada tinha, pensou recuperar-se à beira-mar, ainda idealizou (essa doença incurável dos bons corações) por alguns dias, caminhou até deixar os calçados estropiados pelas esquinas de rosas que nunca soube o nome.
Vivia de compor e criar e ver o mundo (sempre se surpreendia). Sua força seduzia quem queria dobrá-la – nenhum conseguia.
Há sempre que tomar cuidado com dentes e unhas.
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