dona da minha paz

de tanto bater em portas fechadas

me sinto em paz

destravei os caminhos

com fumaça de incenso

e fé inabalável

dona do meu sorriso

dona de mim

a todos os assaltos

às vilezas

às violências:

resisti com força

e bom humor

dona do meu coração

fiz

vi

vim

bradei

finquei pé de cabeça erguida

dona da minha teimosia

nasci com o Destino

a me sorrir em desafio

matei amores eternos

soprei ventos contrários

fechei portas às minhas costas

raízes cultivei com lágrimas

dona do meu corpo

dona da minha alegria

dona da minha paz

O passado é pedra

Como se a realidade escorresse pelas mãos

sem chance ou oportunidade de impedir o tempo

e as ausências de permanecerem.

Nada é palpável.

Os pés fixos no chão como se cimentados

na realidade apodrecida de dias embolorados

o ar embolorado a alma embolorada.

Somente a umidade persiste.

Primaveras chuvosas e o sol esse resquício

de respiro em um ou dois dias ao longo de semanas

penitenciam as vidas que querem sorrir.

Os rostos sebosos de cinza.

Quiséramos mudar os céus e ver as luas cheias

os quartos fechados os laços desfeitos

os rios cheios e os guarda-chuvas quebrados.

Maltratada a mágoa dos rancorosos.

Mentiras caem de aviões por toda cidade

memórias rasgadas experiências traumatizadas

banham a verdade de poucos corajosos.

É preciso resistir aos assédios e violências.

De queixo erguido enfrentamos quem bate

sem vergonha de dizer que sobrevivemos

aos golpes atrozes ao desprezo ao susto

à perseguição à manipulação ao medo.

A única tristeza intensa que palpita é não vermos o sol todos os dias.

O passado é pedra ao mar tanto bate até virar areia

a fazer sorrir crianças nas brincadeiras.

Eu quis

Quis ver através dos olhos

o bem que trazem no coração

e a alma aflita caminhar

no mundo 

quis ver as dores ali presas

as inseguranças a gritar

pelas madrugadas

as angústias apertadas

entre horas de vida social

Eu quis curar uma a uma

Quis sentir a tua pele

e por dentro dela

quis sentir tuas sensações

de medo e desejo

quis desejar teus desejos

desejar teus prazeres

entender-te era meu plano

Eu quis ver com teus olhos

o teu universo

Quis viver e ler teus pensamentos

dos mais tacanhos e mesquinhos

até os mais doidos e simplórios

eu quis tanto

querer-te com os defeitos e danos

com paz em saber-nos humanos

eu quis não julgar

e abraçar tua lógica

Eu quis além do teu coração

e do teu corpo

quis decifrar teus cantos

Tuas feridas

tuas explosões 

tuas repressões

teus ideais

teus sonhos

eu quis tudo

lavei minh’alma

de todo querer

me curei

me enxerguei

me abracei

Nota de repúdio (como um samba)

Indigna-se o coração

tanto ama!

sonhou longe

e foi

foi voltar de arrasto 

trazendo suas dores

Como um samba

Só sabe quem ama

Até anda por aí

a confessar-se

“nunca amei!”

Amou, sim, fio

já prometia a voz mais linda

a arremessar o desafio

“o amor será eterno novamente”

Como um samba

Só sabe quem ama

No bar numa quinta

em cada caneco de chope

repassa a sua vida

e se indigna

Tanto coração fraco solto no mundo

logo eu topei com todo eles

e a esse amor profundo

trouxe de volta pra mim

Vai lá se culpar

Lamentar

Chorar

Não me comove pranto de quem

enganou

e não soube dar amor

Como um samba

Só sabe quem ama

Vai buscar a felicidade

no teu coração

deixa a vida renascer

é na humildade

de se entregar com paixão

que se sabe viver

ninguém tira da sinceridade

do amor

a honestidade e o frisson

da pele, do olhar, do gingado

e do amanhã

Como um samba

Só sabe quem ama

O sol vem raiar

a noite te ensinou

duras penas 

e se doer, doeu

amanhã tem mais

paixão

Como um samba

Só sabe quem ama

Nós sempre fomos uma ameaça

A presença da mulher na sociedade sempre foi distorcida – e ainda é. Quando vemos a História da Humanidade, percebemos que ela precisa ser toda reescrita. Com a História do Cinema não é diferente.

Tenho um apreço pelo cinema estadunidense das décadas de 1940 e 1950 por vários motivos e também pelas mulheres estrelas de cinema que foram construídas à época. Marilyn Monroe foi a grande estrela e nunca será igualada (nem mesmo as estrelas do pop estadunidense chegarão a superá-la). Mas, para além dela, existiram tantas outras. E mesmo a história dela, seus personagens, suas escolhas, sua vida pessoal, dizem muito mais do que os rótulos e os homens tentaram aprisioná-la.

Me refiro à filmes que foram realizados num período de grande censura moral, quando existiam códigos de conduta para o conteúdo que chegaria às telas. Um mero beijo de lábios gerava muita especulação. Por um lado, quando o cinema precisa dizer mais sem mostrar tudo, porém, quando também o moralismo, a perseguição, as ideologias eram ferozes (talvez não muito diferente do que o país de lá tem vivido hoje fora das telas). No cinema, as mulheres foram paulatinamente sendo excluídas, diminuídas, seus nomes não constavam nos créditos porque os homens viam como elas ameaçavam o seu domínio. 

Contudo, em meio a isso, as belas mulheres e seus corpos atraíam público. Então, era menos interessante fazer filmes sem personagens mulheres (além da teoria do voyeur). Mesmo com a grande produção de filmes de Faroeste na época, gênero que poderia privilegiar personagens homens (como vimos em releituras do gênero produzidas em épocas posteriores e até hoje), as personagens mulheres existiam com boa presença no roteiro e nas cenas. Ao contrário do que aconteceu depois, com a onda dos blockbusters, principalmente, e seus buddy movies. Dos anos 1970 em diante, as mulheres foram engolidas em cena também, nem mesmo o cinema independente americano (ao qual somos muito devedores ao redor do mundo e ao maravilhoso Robert Redford que nos deixou dias atrás) conseguiu evitar isso.

É evidente: conforme as mulheres ganham liberdade e podem chegar aos espaços, alcançar posições, conseguir financiamentos, ter formação, os homens imediatamente encontram formas de sabotá-las e fazerem-nas perderem suas oportunidades. Desde que o mundo é mundo.

Contudo, essas belas mulheres estavam lá e faziam muito por nós – fazem até hoje. Quando vejo uma grande atriz da época a escolher personagens de mulher independente, “mal falada” que consegue driblar os preconceitos, entendo que, naquele momento, mesmo que o filme termine com um happy end de casal hetero, era algo extraordinário o que ela estava fazendo.

Quando acompanho a carreira de uma atriz que fez personagens de mulheres sempre lutando contra as violências do mundo, e, ao chegar aos 40 anos, assume a sua idade e faz filmes nos quais essa é uma das grandes violências: ela não é mais uma mulher porque tem 40 anos – mas ela se apaixona, vive, faz sexo (com homem jovem, inclusive) – eu percebo que sempre houve mulheres fazendo muito por nós. Com as ferramentas e com as armas que elas podiam naquele momento (mesmo que com seus corpos).

Esses dias ouvi “eu sinto que os jovens acham que precisam reinventar a roda”, e é verdade, muitos acham. Todos que já fomos jovens lembramos como é descobrir o mundo, não é mesmo? Quem somos nós para julgá-los. Descobrir o mundo é algo muito interessante – e, na verdade, nunca termina. Como mulher ainda redescubro como as mulheres lutaram (tanto e tanto) pelo seu lugar no mundo e nas sociedades. Nunca foi fácil, ainda não é fácil.

No último filme que assisti, com um argumento interessantíssimo e que flertava com o gênero do faroeste (um dos meus favoritos), e escrito também por uma mulher, o embate entre a situação de violência que as mulheres sofriam (sofreram e sofrem, visto que é a ameaça à vida e sua integridade quando diante de homens) era o ponto central. Fiquei surpresa, confesso, por como um filme despretensioso alcançou este tema de forma muito bem elaborada, mesmo tendo sido produzido naqueles tempos. 

Não faz muito tempo assisti a um curta brasileiro que está rodando festivais que falava sobre mulheres e essas violências, de uma forma muito mais direta e objetiva inclusive sobre as circunstâncias que permeiam a vida das mulheres e achei, infelizmente, ruim. Pelo menos temos mulheres falando sobre mulheres, mas é questão de gosto como abordamos as questões e sobre o que queremos falar.

Um dia, em sala de aula, citei um filme que era dirigido e protagonizado por mulheres maduras e um aluno comentou “ah, conheço, é filme de mãe, né?” o que imediatamente me chocou, porque percebi que para aquele homem jovem, um filme protagonizado por uma mulher madura e sobre questões que tocam uma mulher madura era um filme “de nicho”, mesmo as mulheres sendo maioria da população do mundo. Vejam só, termos tantos filmes sobre homens que se aliam e combatem homens não é algo de nicho, é claro, porque a maioria do mundo é feita de homens em grandes embates. Sei.

Posso, assim, afirmar duas coisas: no mundo de hoje não vemos mulheres o suficiente no cinema. As personagens mulheres (adultas e maduras, então, menos ainda) são desprezadas, não protagonizam histórias importantes e interessantes e seus dramas não parecem atrair tanto os realizadores. Podem reparar. Além disso, as mulheres não têm liberdade no cinema (falo por mim com inúmeras provas). As mulheres continuam sendo sabotadas, minorizadas, perseguidas. Pois, ao que parece, sempre há quem pense que somos uma ameaça. 

Tenho até formulado uma teoria, a partir de estudos e de conversas, sobre o ressentimento masculino dos homens a partir da minha geração que chegaram hoje e não sabem bem para que servem no mundo – e se sentem o tempo todo ameaçados por este vazio e como isso gera as inúmeras violências que sofremos todos os dias, desde o feminicídio até o ghosting. 

Nós sempre fomos uma ameaça. Por isso sempre fomos sabotadas, queimadas na fogueira, perseguidas e mortas. Nós sempre encontramos inúmeras formas de seguir vivas e defender nosso lugar nesse mundo. E sempre encontraremos, assim como as personagens no cinema.

Au bord de la rivière

Je prenne mon temps
Entre les voyages
et l’espoir
J’ai besoin d’un sort:
savoir oublier certaines choses
comme une machine
Mais
Je ne suis pas une machine
Je suis sang et désire et
une appréciable volonté
je ne pense jamais
Et je suis ici
Au bord de la rivière
Avec mon temps
et mes yeux contemple
l’eau, les animaux
je sente les bruits de l’humanité
et le doux vent
raccorde mon feu
je suis vivre !
À la bord de la rivière
Je ne pense plus a toi

O mundo precisa de amor

O segredo sempre foi fazer tudo com amor. Quem me vê andar pela rua com um sorriso no rosto, saiba que ele vem de dentro. Aos que me retribuem com um cumprimento ou com outro sorriso, que bom que sabemos que o mundo precisa de mais sorrisos e amor.

Com amor eu respondo aos que me traem, àqueles que se lambuzam na maldade e no veneno, a quem manipula e usa as pessoas e a mim. Não serão vocês, com seus ressentimentos e tantos corações mal resolvidos, que vão tirar isso de mim. O mundo precisa de amor. O resto eu deixo pra vocês.

Apesar de eu sempre falar que o segredo é o amor, fica a questão: então não é mais segredo. É segredo, sim. Porque eu conto que esse é o segredo, mas não conto como se faz.

A importância de fazer tudo com amor é saber respeitar as pessoas, saber que nós nem desconfiamos quais são as cruzes que os demais carregam – porque cada um de nós tem suas cicatrizes, suas dores, suas experiências, seus medos, suas inseguranças. Fazer com amor é fazer com responsabilidade. Enquanto pessoas que vivem em sociedade, nós somos responsáveis com as emoções e os sentimentos dos outros a partir das nossas ações. Esse mundo ególatra em cada um confinado no seu umbigo (e nos seus celulares) parece ter feito as pessoas esquecerem disso e, obviamente, perderem a noção de como lidar com seres humanos de verdade.

O mundo, o patriarcado, o machismo e misoginia estruturais não exigem que vocês, homens, sejam pelotudos e prezem pelo distanciamento e pela covardia. Para muitos, a frustração e o ressentimento incitam esse desprezo pelo cuidado com as pessoas e o que elas sentem. 

Por isso, é um segredo como viver o amor em tudo que se faz – apesar de tudo isso. Podem copiar as atitudes, podem copiar as ideias, podem fingir, podem se afastar: jamais saberão como fazer tudo com amor.

Tenho pensado muito nisso: o amor assusta. Quem vive o amor dá medo em quem não sabe o que é ser amado. Lamentavelmente, gerações e gerações têm crescido sem amor. A pessoa entra em choque ao ver que não faz quase nada com amor na própria vida. Bate o desespero.

Pensei em como, ao longo da História, vimos o poder e a força do amor, nas grandes histórias, nos monumentos construídos por pessoas apaixonadas. Hoje, no máximo, acham que amar é publicar foto junto no perfil da rede social. Em dois segundos é possível apagar a foto, não canso de lembrá-los.

Sempre acho curioso ao ouvir, dos homens, que “não tenho nada a oferecer” quando se interessam por mim. Eu não sou um produto que precisa ter “algo em troca” (escambo) nem vivemos nos séculos passados quando precisavam pagar um dote. Os homens, imersos nas suas inseguranças, acham que precisam “comprar” o que uma mulher sente por eles, ou o tempo que ela lhes dedica, ou mesmo a minha atenção ou interesse. Eu sei que relacionamentos (e muitas mulheres) vivem objetivamente e focam em questões práticas da vida (não é o meu caso). O amor está nos detalhes, está em entregas sinceras, está na vida livre. Quem não é livre, não ama.

Assim que temos hordas de homens com tanta facilidade em passar o endereço de casa, mas que não conseguem falar sobre o que sentem. Ainda mais nos dias de hoje, que precisamos estar alertas sobre golpes e tudo mais, dar o próprio endereço é algo arriscado. Também não se aconselha fazer isso por inúmeros motivos. Quem é livre e sincera não quer o seu endereço nem saber o seu salário ou o que você tem a oferecer. Quem é livre e sincera se aproxima, ouve, se importa. E isso assusta. 

Foi fácil aprender que quem guarda o segredo de fazer tudo com amor está exposta a muitos ataques. Porque isso não dá pra copiar. Porque isso não dá pra fingir. Levou um tempo para aprender que pessoas que fazem tudo com amor têm o super poder: suas vulnerabilidades.

Nos atacam e tentam machucar justo naquilo que temos de melhor: a sinceridade do que vivemos. Jamais me juntarei ao ressentidos e frustrados a fingir na vida. Minha vulnerabilidade é meu super poder e quem abusa disso é que terá que acertar as contas com a própria consciência. Eu continuo livre para amar – para me doar, me entregar, para viver.

Novo espetáculo

A data não foi anunciada

O público aguarda ansioso

O palco estava pronto

E então apagaram-se as luzes

É nova temporada do show!

Frisson e burburinhos

(Muito se fala, muito sempre se falou)

Ninguém conhecia o novo repertório

De novo, ela só

No palco todo seu 

Foram meses de ensaios 

Exaustiva preparação física

Ela se dedicou muito para voltar ao palco

da sua vida

Cuidado aos desavisados:

Não devolvemos o valor do ingresso

Para quem se iludir

há sempre quem compre o ingresso com base nas suas expectativas

Ela não sobe ao palco para cumpri-las:

seu show é exclusivo e único, 

como sempre soube fazer

Ela apresenta novas técnicas de interpretação e sedução

Tirou velhos números do repertório –

e nunca mais os apresentará

trocou figurinos

descalçou os saltos

bem, não queremos antecipar

O novo espetáculo é único

de quem já pisou nesses palcos

por longo tempo

e, por isso mesmo,

sabe tão bem entreter e entregar(-se)

As críticas enaltecem

como ela mantém o brilho

(dizem que assombra a plateia)

O segredo permanece:

quem paga (caro) pelo ingresso

não conta a ninguém

e jamais esquece

É ela toda revivida nos seus melhores papéis

um espetáculo de tirar o chapéu (não somente)

um show que marca o início de uma nova temporada

um festival de deleites e prazeres

para um público exclusivo

Danem-se as pedras

Ali, então, entrou uma mulher. Todos sabiam o que ia acontecer: seria apedrejada. Este costume ancestral, uma tradição passada de geração em geração, era imediatamente colocado em ação.

Onde quer que uma mulher ouse entrar, ela será apedrejada sem um milésimo de segundo de dúvida antes da ação.

É o peso da realidade que carregamos no lombo. Um corpo por vezes cansado, exausto das tentativas e ciente das oportunidades que nos escaparam porque somos quem não querem que sejamos. 

Somente uma mulher para mudar tudo. O medo lança as pedras.

Mesmo quando somos procuradas e convidadas para adentrar naquele espaço – seja público ou privado – somos condenadas por não seguir o modelo que esperam de nós. Uma mulher só pode ser uma mulher.

As pedras são lançadas sem dó, sem piedade, sem justiça. 

As pedras nos atingem – muitas aprendem cedo onde podem e onde não podem entrar e assim seguem suas vidas o resto dos seus dias. 

Outras, bem poucas, ignoram os roxos na pele e as cicatrizes e em algum momento partem para chutes e empurrões de portas e janelas. Vai doer mais para as pedras.

Danem-se as pedras, pois elas continuarão a ser lançadas. Por todos, em cada lugar onde uma mulher ouse entrar.

Imenso

Imenso

o viver

Sob o céu azul 

meus desejos

Sob a pele

pequenas e grandes cicatrizes

Pairam às margens

o caos e a cacofonia

Nem tão firme

Nem tão forte

passos sem cessar

Imensa

destreza

Abraçar cada dia

a si mesma

Sorrir inúmeras vezes

ao desconhecido

em vertigem

Colocar os dois pés

no chão ao lado da cama

com confiança

Dar adeus 

sem palavras e

sem remorsos

Imenso

o prazer

Escalda a alma

um suspiro com gemido

Cortam feroz as regras

e o juízo

Arrancar erva daninha

onde jaz o corpo

do amante enterrado

Cultivar raízes fortes

de experiência e paz

Imensa 

a sabedoria

É alto o preço

da humildade 

Querem cobrar multa

da sinceridade

Para a vítima

a vingança se faz tentadora

Em resposta à mentira

recomendo a espada afiada

Juntou o que nada tinha, pensou recuperar-se à beira-mar, ainda idealizou (essa doença incurável dos bons corações) por alguns dias, caminhou até deixar os calçados estropiados pelas esquinas de rosas que nunca soube o nome.

Vivia de compor e criar e ver o mundo (sempre se surpreendia). Sua força seduzia quem queria dobrá-la – nenhum conseguia. 

Há sempre que tomar cuidado com dentes e unhas.

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