Puzzle

“C’est fini !” – je ma dit trois ou quatre fois la dernière semaine

Qu’est-ce qui “est fini”, Fahya ? – ma dit mon cœur

L’attente, parfois

ou l’espérance

C’est pas fini, c’est pas terminé

Je ne suis pas un cœur fermé

je suis seule peau et chaud

dans un monde idiot

La patience me manque, c’est ça

Tes yeux, ton voix

Mon amour et mon désire

C’est pas fini

Tous les pas de cette puzzle que sommes nous

Au mystère sous le ciel et sur la terre

J’espère le destin de nouveau

Et en septembre toujours il pleut avant du bonheur

Poetas na varanda

Entendo os poetas

que escrevem sob a brisa

dos cafés das belas cidades

acolhidos por portos e faróis

diante de guardanapos

e xícaras vazias

O olhar a perder-se no rio

que mancha o mar

em marés baixas

e obcecados pelo jardineiro ao lado

o som do cortador

e o cheiro da grama

Somos pequenos

em silêncio observamos

a vida em vagas e idas

e o velho que com calma

percorre o passeio

com o tablado de cocada

na cabeça

Apenas observamos 

poeta não julga

poeta é livre desses pecados

das mentes mesquinhas 

das almas que envelhecem

Sento-me aqui

e em cada flamboyant há verso

no mar crispado há Verão

O poeta escava

a vida alheia no prazer e na labuta

a natureza que verga e luta

Não é o poeta dono dos tribunais

das inqusições e do inferno

O poeta é livre das morais

e também o deveriam ser os cronistas

Entendo os poetas

entregues ao solícito garçom

que lhes traz mais chá

ao detalhe sutil do candelabro

iluminado antes do fim da tarde

ao beija-flor que visita o bebedor

e aos ponteiros parados

na varanda auspiciosa:

empunham seu binóculo 

mirando o mundo. 

À beira-baía 

(para Itajaí) 

Desfaz, vento

Ondas em par

Nuvens nenhumas

De sábados de sóis

Que amanhã é domingo

Em paz de dia frio

E almoços e sobremesas

Desfaz, vento

O alinhado dos cabelos

O desenho das areias

Que é sábado de praia

E amanhã é domingo

À beira-baía e crianças

E barquinhos atracados

Ouvindo o ondular

Das águas nas pedras

“que hoje é domingo

não é dia de pescar ”

Desfaz, vento

O domingo a passar

Até os peixes descansam

E ninguém quer ver

A segunda chegar

Dia de folga

Hoje não é dia
do trabalho
nem do trabalhador
Hoje quem não tem folga
é o amor

O amor que tece
o sofá em cores de riso
e a cama em suspiros

Hoje a folga é nossa
folgo em saber:
és meu tempo
sou tua pauta

O amor reverbera
as paredes da cozinha
do quanto me vale
ter tua companhia

Hoje é feriado
para a distância
para os dias da semana

O amor acampou
na chegada do frio
entre música ao longe
e perigos de cidade grande

Hoje somos nós
por todos os hojes que virão
em dias primeiros ou 26
por todos os nós
que desataremos – juntos.

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