Condição e Situação

Passei algumas semanas montando uma teoria. Vocês sabem, tenho mania de fazer isso – para justificar ou explicar as coisas que vivo, penso e vejo. Pensava sobre condição e situação. Tentava me justificar num assunto quando encontrei estes dois termos que poderiam ajudar.

Condição é aquilo que não muda (ou que muda em raras exceções, já explico, alterando uma condição por outra) e situação é um estado que foi alterado mas que pode ser alterado novamente a qualquer momento. Exemplos sempre ajudam. Ser homem ou mulher é uma condição – e aí entra a mudança de sexo como a exceção – você nasce mulher e será mulher, não se altera. Um exemplo melhor sobre a exceção é uma pessoa que possui pernas, braços, tronco e cabeça e ao sofrer um acidente tem sua perna amputada, ela terá sua condição alterada. São exceções e casos mais extremos que podem alterar uma condição.

Situação é fácil de entender e vou usar meu exemplo favorito. Um homem é casado, eis uma situação, jamais uma condição. Estar casado é algo que não existia antes, foi alterado e pode ser alterado novamente a qualquer momento. É como pintar o cabelo de castanho para loiro – ser loira é uma situação, no caso, não uma condição. Ou usar lentes de contato. São atos que alteram momentaneamente (mesmo que, em alguns casos, “para sempre”, como aquele que morre sem jamais ter se divorciado ou aquela que pintará o cabelo de loiro até morrer) estado civil, aparência, estado emocional, situação econômica (desempregado, ou até o caso de “estudante”, etc.).

Como eu disse, foi uma teoria nada aprofundada (demorei para perceber que mesmo em condição haveria casos de alteração) que formulei nas horas vagas por conta de uma questão pessoal. Mas aí…

Caminhava eu pelo centro de Porto Alegre quando me deparei com uma manifestação em frente a prefeitura. Segui meu volteio quando me deparei com outra manifestação na Salgado Filho (rua parada, fila de ônibus atrás, pontos de ônibus lotados, pessoas observando). Logo mais outro grupo barulhento caminhava em frente ao Museu de Arte. Ouvi coisas do tipo “não é só pela educação” e “Fortunatti, cadê você?! Eu vim aqui só pra te ver!” e “você aí que está no ponto de ônibus”. Fiquei com a impressão de que a população no geral (tanto quanto eu) assistia sem sentir-se impressionada num clima que não era nem de aprovação nem de desaprovação. Aliás, em alguns cantos até ouvi pérolas do bom humor gaúcho.

Ver manifestação, em Porto Alegre, não é novidade. Reparar nos cartazes colados pela cidade fazendo alusões políticas também não. (juro que lamento muito não ter fotografado um que aparece o Tio Sam com a cara (mais feia) da Dilma e a frase “Mostra a tua cara Dilma!”, quem sabe em alguns dias eu consiga) Sempre admirei a politização do povo gaúcho. Nem sei porque demorei tanto tempo para me apaixonar por Porto Alegre (uma outra história). Semanas antes eu havia me deparado com uma tenda com os dizeres “Dúvidas sobre a Copa? #ogovernoresponde” e meia dúzia de gente sem fazer nada entre mesinhas de plástico e folders ali na famosa volta da Borges de Medeiros. Quando vi a tenda vazia pensei cá com meus botões que o povo não parece ter dúvidas quanto a Copa.

Sim, a Copa. É só sobre o que se fala, não? Anos atrás quando ouvi pelo rádio que elegeram o país como sede (tenho duas testemunhas) fui contra – aliás, fui contra desde o vídeo absurdo que fizeram para “convencer” a Fifa. Era tudo manipulação politiqueira (do Lula, é claro, mas se eu escrever isso aqui serei apedrejada). A vergonhosa escolha de tantas cidades-sede e os interesses politiqueiros também nesta escolha já eram ruins o suficiente para não me fazer apoiar o evento. Mas o povo gostou. O povo apoiou. E Lula ainda não era Dilma (ele sabia que não estaria no governo hoje e que seria meses antes da eleição, já pensaram nisso?).

Mas nem quero falar disso. Hoje até os lulistas estão insatisfeitos. Até os dilmistas, aqueles que compraram a história do poste que Lula colocou como candidata, estão insatisfeitos. Eu juro que tentei dar uma chance pra Dilma. Gostava do jeito durona dela. Mas não foi dessa vez.

Via aquelas manifestações e já bem menos iludida do que estive em junho do ano passado em relação a elas (e, vamos e venhamos, Santa Catarina é um zero à esquerda nessas movimentações) fiquei a pensar sobre a condição e a situação. O problema não é a Copa. Nem o Lula ou a Dilma. Nem, sei lá, os salários. O problema é o brasileiro. É uma questão de condição.

Peralá! Não, não sou mais uma daquelas que só fala mal do Brasil, que adora citar exemplos do exterior porque tem a idéia idiota de que tudo lá fora é lindo e aqui é ruim. Não sou idiota nem ingênua. Gosto muito do Brasil. Acho realmente difícil me ver morando, estudando ou trabalhando, fora dele. Já pensei, é claro, mas em seguida penso certas coisas e desisto. Eu quero viver bem aqui. Já é um custo me fazer pensar em morar fora de Santa Catarina, imagine em outro país. Sou uma garota do Sul, é verdade. Aliás, sobre isso me veio a nada brilhante declaração do Wagner Moura, nosso Pelé do cinema brasileiro, aquele que “calado é um poeta”. Sim, porque Wagner é mais um que deu declarações de que irá morar fora do país e sente que isso até é bom “porque aqui não dá mais”. Wagner que fez umas novelas fuleiras na Globo, foi alçado ao sucesso e agora virou ator cult. Não discuto. Não é o único que vem a público demonstrar sua desilusão com Lula-Dilma e sem querer colocar-se numa posição além da “simpatizo com a Marina, mas com o Campos não dá” prefere dizer que falta educação, saúde e o país está horrível.

Essas pessoas fazem muito mal ao país. Por favor, exilem-se voluntariamente. Queria ver se tirassem os milhões das pastas da Cultura para colocar na educação e na saúde (que sabemos não é frequentada por esses que falam tanto). Sinceramente? Por mim podem fazer. País que não tem educação e saúde não precisa de teatro, cinema e música – ainda mais se dermos uma boa olhada na maioria dos projetos aprovados em editais e apoios.

Aliás, um megafone daqueles em Porto Alegre falava na educação. No salário ruim dos professores, é claro. Tudo se resume a dinheiro. Sobre professores muito ruins ninguém quer falar, né? Professores que faltam, que vivem de atestado, que vivem de favores políticos, que chegam em sala e só sabem mandar os alunos fazerem resumo do livro didático, que não dão atenção nenhuma aos alunos… desses não querem falar? Se há problemas na educação, é certo que não se trata só de investimentos e salários.

Eu mesma já aderi ao discurso da falta de educação. E aí é uma questão de condição. A condição do brasileiro é não valorizar nem se importar com educação. Os que o fazem são exceção. Não é de encher o saco ver tanta manifestação, tanto “falta educação” e o povo não respeitar nem uma fila de ônibus? Pior, de avião, onde todo mundo vai sentadinho no lugar marcado e o qual só sairá quando estiverem todos a bordo. Tem coisa mais irracional?

Por isso me ocorreu que é um problema de condição. A condição do brasileiro não o permite alcançar níveis melhores. No Brasil não existe a idéia do coletivo, de se pensar e agir pelo bem de todos, há o individualismo. Esses dias ainda comentava com uma amiga como a política havia sido reduzida ao particular, ao “o que é bom pra mim”. Em como decidimos nosso voto pelos nossos interesses pessoais e só. Sob uma condição individualista não há como chegar a um país “bom para todos”.

Não é uma questão política. Não importa Dilma, Marina, Campos, Aécio, Serra. Essa é só a cortina de fumaça. Ser um vermelho que perdeu a noção do tempo ou um contra-cotas-e-contra-o-bolsa-família é a burrice que tomou conta de nós. Pensa-se no eu. E política, meus queridos, não se faz com interesses particulares (nem privados, diga-se de passagem). Claro que lembro de Aristóteles e Hannah Arendt nessas horas. Politicagem é que se faz com interesses (escusos) particulares (e privados). Não adianta nada entoar o discurso vazio do “contra tudo e contra todos” dessas manifestações que tenho visto. Nos jornais estrangeiros hoje muito se falou sobre o povo nas ruas, ontem, há menos de um mês da Copa. Na maioria não havia lista de reivindicações, no máximo a citação ao aumento de salários. Sobre os mortos nas construções do estádios, ou sobre as desapropriações que foram feitas nunca vi cartaz. Tem coisa mais egoísta do que sair às ruas porque meu salário é baixo? É bem diferente do que sair às ruas porque há uma política econômica deficiente que causa problemas para todos (exceto aquela meia dúzia) conseguirem consumir os produtos mais básicos. E voltamos ao preço do tomate.

Acredito que as ruas serão cada vez mais tomadas por pessoas que parecem não saber direito o que querem. E as manifestações serão invalidadas politicamente, de novo. A condição do brasileiro não será alterada, viverá ainda sob a individualidade, sob o discurso vazio e incoerente com seus atos enquanto a nossa miséria poderá ser vista por qualquer um com boas doses de sensibilidade e razão. Reclamarão da militarização da polícia porque não percebem que sua condição de criminosos em maior ou menor grau não permite que a polícia seja de outro jeito (furamos fila, nos apadrinhamos politicamente, burlamos o imposto de renda, roubamos aqui ou ali, sou profissionais preguiçosos, professores relapsos, alunos desinteressados). Não farão nada pelo bem comum, não olharão para suas belezas naturais, não preservarão o meio ambiente, não deixarão de jogar lixo no chão, nem de lavar a calçada com mangueira dia sim, dia não. Em algum momento acalorado gritarão “falta educação”. E não se educarão.

Enquanto isso veremos notícias lamentáveis durante a Copa. Tenho até receio de fazer previsões. Talvez, enfim, ao ver tantos olhos voltados para nós, como nunca antes em mais de quinhentos anos aconteceu, sentiremos vergonha e não assaltaremos os turistas, trataremos bem os repórteres de fora e faremos a torcida mais bonita do mundo. Talvez. Porque os preços das diárias dos hotéis já reservados não voltarão aos valores normais, nem os restaurantes cobrarão os preços justos. E a Copa acontecerá para poucos, pois mesmo nós aqui em Santa Catarina sentiremos pouco do seu vento (um ou outro turista de passagem, o grupo que se hospedará em Balneário Camboriú).

Só ficaremos felizes com os feriados. Eu programei cardápios especiais, para a abertura festa junina, para BrasilXMéxico comida mexicana, ItáliaXInglaterra lasanha, paella valenciana para o jogo da Espanha. Claro que não deixaremos de comentar os jogos no twitter (comprar ingresso no site da Fifa não deu certo) e a babar pela seleção da Espanha, pelo Balotelli, pelo Eto´O e pela bunda do Fred. Provavelmente morrerei sem ter pisado em nenhum desses estádios. E minha aposta (podem rir, quem ri por último…) é na Holanda campeã. (cadê minha havaiana?!)

Menos de um mês e as propagandas para nos injetar fervor positivo pela Copa entulham os canais de TV. As ruas se enchem. E parece que o sensato, como aquele seriado que você começa a assistir e não sabe direito se gosta ou não, é aguardar os próximos capítulos. Ah, em junho estarei em Porto Alegre com minha camiseta da seleção da Argentina (se eu fosse maledicente diria que os hermanos pagaram para ter os adversários da primeira e segunda fase e, por isso, são fortes candidatos) observando aeroportos e ruas em situações mais calamitosas do que as de ontem, com certeza. O melhor é que depois que a Argentina perder e voltar para um país em situação tão ruim quanto a nossa, depois que a Holanda sagrar-se campeã, depois que os turistas tiverem embarcado com suas garrafas de cachaça e impressões conflitantes sobre nosso povo, voltaremos à vida individualista e politiqueira que consagra nossa condição. Porque a Copa será só uma situação. Peraí, eu disse “o melhor”?

Nem só de beleza vive o turismo de um Estado

Estava eu na tal sala VIP quando entram duas senhoras (lá pelos finais dos quarenta). Fiquei observando curiosa, não eram, definitivamente, frequentadoras do local.

Uma delas vai até o balcão e num português afrancesado e dificultoso solta algumas perguntas. A atendente se bate para responder e logo aparece um incrivelmente solícito fiscal. Eles estavam tentando explicar para ela (em um português razoável) que os bilhetes de passagem continham um horário, é verdade, mas que na prática pouco importava. Num primeiro momento ela parecia incrédula. Agora já não era mais um problema de comunicação: ela havia entendido, só não acreditava. De incrédula ela passou para indignada e ao relatar a conversa com a sua companheira de viagem soltou alguns impropérios: aquilo era inadmissível!

Eu ali me divertia com a cena, afinal na França e em vários lugares do mundo, quando um ônibus ou trem tem um horário determinado no seu bilhete deve ser por algum motivo.

O fiscal (figura que surgiu do nada neste dia) ficou saltitante de um lado ao outro da rodoviária. Logo veio ele com uma turista americana e num inglês pífio tentou entender as dúvidas dela. Enquanto isso, o ônibus (Joinville – Florianópolis, na verdade a linha é Curitiba – Florianópolis) que nem tinha horário não aparecia.

Quando já estavam todos embarcando, finalmente, as turistas francesas deram o bilhete ao motorista que soltou um “merci” ao devolvê-lo. Eu ali, observando. Nisso, vem o fiscal (que passava instruções aos que atendiam a moça que falava inglês) solícito e pergunta ao motorista: tu vai além do merci? (visivelmente empolgado) E antes mesmo da resposta: porque eu só sei dizer que não sei falar francês. E disse uma frase incompreensível em algum idioma imaginário.

Sim, eu ali me divertia e embarquei no ônibus.

Passou um tempo fui até lá atrás pegar uma água e ir ao banheiro. Quando estou voltando vejo a francesa semi-letrada em português em pé no corredor sobre a outra e falando com um moço (com uma camisa amarela de doer os olhos) que lhes mostrava o mapa da Ilha no celular. Bem, eu fiquei ali parada me divertindo um pouco mais.

O rapaz, para mostrar serviço, falava em espanhol. Uma francesa que não entende nada nem de espanhol nem de português, um rapaz com um espanhol doloroso e um português talvez ainda pior e outra francesa que de espanhol não sabia nada mas arranhava no português. Ou seja, o diálogo era interessante. Ele falava da praia Mole (ih, moço…) e discorria sobre as maravilhas da “uma cidade pequeña dentro de la cidade”, ou seja, a Lagoa da Conceição. A francesa a perguntar sobre distâncias e a afirmar que não tinha problema porque elas caminhavam bastante.

Tenho dificuldade em reproduzir as falas do moço solícito que achava que estava falando espanhol. mas garanto que me diverti muito. Sobre os atrativos da Ilha, então… Ah, melhor ainda quando ele tentou explicar a relação “Estado de Santa Catarina”, “Ilha de Santa Catarina”, províncias e sabe mais Deus o quê.

Sim, pessoas, eu fiquei ali em pé admirando a cena.

Ao que a francesa que estava em pé disse um “merci” e mexeu-se para sentar. O moço ainda pergunta já meio esgoelado “e o que eu respondo quando você diz merci?!” (quase que eu respondo, “diz que vai se matricular num curso de francês, oras!”). E, claro, lá vem o enjôo apocalíptico do francês: très bien!

Mas o choque foi a aproximação da francesa… oh, God! Na França não faz calor, não? A fama tem justificativa! Sério, eu fiquei enjoada com o fudum que vinha daquela mulher. Uma náusea tomou conta de mim e pela cara de algumas pessoas em volta eu não era a única a passar mal!

Tranquei a respiração e me dirigi ao meu banco.

Fiquei pensando nas notícias e estatísticas que tenho visto por aí: 1. Santa Catarina será o segundo Estado a receber mais turistas estrangeiros; 2. Santa Catarina foi eleito o melhor Estado para Turismo do País, pelo quinto ano consecutivo; 3. Receberemos cerca de 5,5 milhões de turistas, 1 milhão só na Ilha.

Então, é para ficar orgulhoso, alegre ou temer?

São questões tão simples: não é so título, não é só número. Tem que receber bem, ter estrutura (palavra inexistente no dicionário do brasileiro), estar preparado.

Eu já trabalhei com turista estrangeiro na Ilha e digo: são explorados e sofrem com a falta de comunicação e desinformação. Não gostam da maioria dos nossos serviços, enquanto os donos de hotéis, restaurantes e afins aqui aproveitam para cobrar muito, muito mais caro deles!

É lamentável ter poucos profissionais que dominem (eu disse dominar, não arranhar) outros idiomas (para além do espanhol e do inglês então…) e tanto descaso com o turista que é visto apenas como o que mais gasta. Hoje mesmo encontrei turistas sul-americanos numa loja de calçados que eu frequento. Todo ano eles aparecem, muitos ficam deslumbrados com o nosso comércio. E eu sempre observo como são tratados mal, como não são compreendidos e como são vergonhosamente explorados.

E não pensem que é descaso ou mal profissionalismo (tema para um próximo post) do funcionário! Isso vem de cima, vem dos donos dos comércios, hotéis, etc.. Uma vez eu recebi um casal inglês que foi parar numa pousada que não era onde eles deveriam ter ido, erro do motorista do táxi. Mas eles só perceberam isso depois porque uns amigos haviam combinado de ficarem todos no mesmo hotel e quando chegaram no correto entraram em contato com eles. O casal então tentou cancelar o check in (cerca de vinte minutos depois) com uma funcionária, mas veio a ordem da dona do hotel em não permitir. O valor, inclusive, deste hotel era absurdamente mais alto. O que aconteceu? Eles ficaram no hotel errado, pagaram muito caro, tiveram gastos a mais de deslocamento, e ainda faltou luz a noite toda. Mosquitos, calor… Uma imagem linda para uma diária acima de quinhentos reais.

Conheci outros casos. Alguns realmente não se importam em pagar caro. É até triste ver que eles esperam não encontrar alguém que consiga se comunicar com eles!

Eu gosto muito de Santa Catarina. Tenho orgulho de ver o Estado merecidamente destacado no turismo. Mas lamento tudo isso. Lamento a falta de um “a mais” nos profissionais da área. Turismo não é exploração. Não sei o que tem sido ensinado nas muitas (hoje são inúmeras, quando eu fiz vestibular até cogitei pois estava em voga) escolas e faculdades de turismo por aqui.

Achei, inclusive, uma afronta do governo federal levar a Copa mais para o nordeste do que para cá. Todos sabem que o nordeste perdeu o seu posto de pai do turismo no Brasil. Lá foi assim: uma dúzia de investidores estrangeiros, muita estratégia de marketing, preços altíssimos, badalação e jogaram a pobreza pro lado. Os pacotes CVC da vida sugaram o que puderam (a estratégia é simples: você investe aqui, constrói seu hotel, a CVC manda quantidades absurdas de turistas) e hoje os preços despencaram porque está tudo sucateado. Rio de Janeiro e São Paulo já são auto-sustentáveis, mas também vêem Santa Catarina como uma ameaça. Como pode um estadinho lá do Sul querer desbancar os grandes nomes do turismo do país? E aí já começou a retaliação, a ignorância. O governo federal nunca foi por Santa Catarina. Nem os políticos do Estado. Volto a dizer: não temos representatividade a nível federal (e não vejo perspectiva de termos, mas sinto que é essencial). O Estado por si, por suas belezas e seu povo, pelo trabalho desse povo, conquista o que pode. Mas sofrerá sempre com o descaso.

Agora, o que não pode é perder a oportunidade que alcançou. O turismo é só mais uma vocação do Estado. Sempre fizemos muito mais e chegamos àquilo que não era tão explorado e visado até pouco tempo. Belezas nunca nos faltaram. Mas ainda nos faltam muitas coisas!

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