Olhos abertos ao sol
São tristezas passageiras
Agosto sopra à nuca
Meus desgostos à tona
Do topo avisto outros campos
Permaneço pés imóveis
há montanhas demais a galgar
A descida é uma escolha
Olhos abertos ao sol
São tristezas passageiras
Agosto sopra à nuca
Meus desgostos à tona
Do topo avisto outros campos
Permaneço pés imóveis
há montanhas demais a galgar
A descida é uma escolha
Ensino-te
a pisar caminhos e tropeçar sem medo
escapamos de dias de desespero
de sábados sem sol e de domingos mornos.
Ensino-te
o doce lambuzar das palavras mais sútis
em troca de olhares e nervosos sinais
sobre ondas do nascer do sol primaveril.
Ensino-te
a não morrermos de tédio em frente a TV
a despedaçarmos os amores vãos e frios
a superarmos distâncias num piscar da lua.
Ensino-te
meu bem, que a vida é mesmo assim
superar dores e lambermos afagos
a cada perigo na esquina, olhares atentos.
Ensino-te
que não sou de ninguém nem nunca fui
que o tempo é um velho amigo
a deslizar pela estrada que tracei.
Ensino-te
o tanto que tenho fome do mundo
o tanto que o mundo me destrói
o tanto de invernos que já sofri.
Ensino-te
o tamanho das coisas sem importância
a palavra amarga dos filósofos
e a câmera nervosa que nos desperta.
Ensino-te
eis quem sou.
Desnuda estas pernas
deixa o colo à mostra
Seduz, teu sorriso
De alma velha
de quem já sofreu
e não se entrega
Mais uma Primavera!
Entrega teus pensamentos
ao sol
confessa teus desejos
brinca em segredo
Teu corpo ama
Entrega – te aos dias que virão
a paz tu mereces
mas não a quer teu coração
Ele quer vida bamba
Calor e paixão
Desafias o destino
descalça e cabelo ao vento
sorriso e vestido
e o olhar despido
mais uma…
Primavera.
Estou sem rima
para o teu sorriso
nego querer tê-lo
como abraço
e remetê-lo
ao desejo
Estou sem poesia
outra tarde, outro dia
quis morar no pôr-do-sol
e deixei a vida
mais bonita
Estou sem inspiração
a chuva infiltra
cada canto da canção
bebo pra não perder
horas vagas em oração
Estou sem pressa
a amar a Primavera
o sol e as flores
meu coração
de novo em cores
quis ser popular a fazer versos de paixão
e neles nos enroscavámos assim:
Me deixa cair no abraço dos teus lábios
a roçar no canto do teu sorriso
esse desejo proibido dia e noite comigo
o futuro é incerto, eu te digo
mas no sonho e no Verão a gente pode
se amar como dois conhecidos
e ninguém tem nada com isso!
I found the sun behind the mountain
the children are playing in the garden
I left the books in the grove
Look all the lost smiles
Think about all the nights
I’ve spent dreaming with these days
You’ll never know, but try
The beach was empty
everyone has gone
the stars also
There’s not enough faith
for the time that will never come back
there was not a chance to go wrong again
I found the rain unspeakable on the streets
the children left their toys on the grass
the dogs are barking, they’re hungry
I want a map to the present
maybe a boat trying to reach my heart
There always some dreams to dream
today
Listen to the end of the silence
they’re coming back
the moon too
Tes yeux ne atteint pas
Mon rêves son vers de l’est
De pierre, ils disent, si je regarde
Belles beautés, séductions sans fin
Je rêve avec le jeune fille sourient
Elle chanter les poèmes écrits sur le mur
Je sais : je peux toucher, ne regarde jamais
Yo no creo
En diosas ni en el diablo
Yo no creo que te vayas
Yo no creo
En cielo azul o lluvia buena
Cierro los ojos ante esperanzas
Yo no creo en buenas intenciones
Yo te invito al peor camino
Al camino del dolor y traiciones
Yo no creo
Que el mundo nos quiera
Yo no creo
En la muerte
Yo no creo
Que me esperaste la vida entera
Y hoy soy yo
La persona que no habla
Y no cree
Yo no creo
En cartas de amor
En los días de sol y frío
Yo no creo
Yo no creo que ya está, es invierno
Y tus besos pasen lejos de mi boca
Y el mar se quede revuelto
Yo no creo, venga
En las borboletas como señal
Cuando me cuentas tus sueños
Y que no tienes dudas del futuro
Vea, yo no creo
es mi piel, son mi cicatrices
nadie lo olvide
tengo todo diseñado en mis ojos
mi sangre lo diga a todos: yo no creo
Es tan sencillo cómo los bebés
no hay nada más que llanto y hambre
y, por veces, las pesadillas
Yo no creo
que se crea
entre fe y desesperos
soy quien pasa
y nunca se queda
a oír las sirenas.
Slow down a while
Take a breath
Take a breath
(this is important)
Take a deep breath
Because life metters
And don’t think about all the times you woked up in the middle of the night
Feeling sorry – feeling worried
feeling something else you can’t name
Let almost everything behind
behind a wall of self-protection
fill it with an amount of love
and all the happiness that left
Try not to feel the pain that is killing you
life, you already know, is pain
Don’t think of it. Choose life, once a while.
Take that breath.
You can smell the evil around.
It could consume your lungs
it kills and destroy everything you care.
You’re not about to let things crash down.
But, you know, take a breath
It’s just like an eternal building
of who we are
in moments of dispair
We could be and have everything
but why?
I don’t know anymore.
Fill the space that you have in the world
with some kindness and thoughts of good hope.
Because now you just need some days full of deep breaths.
Queima-me a alma
estopa embebida em paixão
Sangrento devaneio das tardes
Teu corpo quis
Pereci no desejo
Daqueles anos, uma canção
Meias palavras e adeus
Queima-me o presente
querosene pelo chão
dias enfadonhos vêm e vão
Foste traição
Em meio à tarde
Ardo vontades
Não mata nem fortalece
Se faz rastilho
aos olhares, cobiças
E saudades e carros
e noites intermináveis.
Vista sua fantasia
Saia na avenida
Goze a alforria
Destes dias
É Carnaval!
Vem, escolhe a máscara
Seja hoje
Quem você quiser
Nos outros 360
A gente não vive
Apenas tenta
Chegar de novo
Com fôlego
A gritar
É Carnaval!
Junta em bloco
Sua a camiseta
Beba que não há amanhã
É Carnaval!
É o feriadão
Que a gente ama
Seja de rei ou de índio
É Carnaval!
Vista todas as fantasias
Arraste foliões
Em orgasmos de alegria
É, Carnaval…
Em teus braços
Todos podem ser deuses