Pasmem

 

Discutir relacionamento, as famosas DRs, deveria ser proibido em lugares públicos. Aliás, deveria ser proibido em lugares públicos, na presença de outras pessoas além do casal e também na internet.

 

Coisa das mais desagradáveis é ser testemunha involuntária de uma choradeira, de um barraco, de uma discussãozinha qualquer de casal. Eu que já não gosto nem no meu “casal” esse tipo de coisa – e, sim, pasmem, evito a todo custo e consigo, felizmente – acho ainda mais indigesto ter que presenciar as picuinhas de pessoas que (normalmente) demonstram que estão infelizes juntas.

 

A infelicidade, a mesquinhez, a mente pequena, o ciúme inútil, a cobrança excessiva – tudo isso destrói e afasta. Discutir sobre essas coisas (e sob o efeito delas) é ainda mais devastador. Só não percebe quem não quer.

 

A intimidade de um casal deveria dizer respeito somente a ele, mas não é isso que eu vejo por aí. Vejo vidas expostas para os melhores amigos e amigas, para parentes próximos, para colegas de trabalho e até, pasmem, para os amantes. A partir do momento que uma intimidade torna-se pública, ela já evidenciou a impossibilidade da existência de um casal.

 

E eu, queridos, não preciso ouvir a sujeira da lavação de roupas de vocês. Tenho estado irritada com o saudosismo, mas principalmente não tenho tolerado ser vítima dos respingos do mal relacionamento dos outros.

 

Sei que às vezes as circunstâncias levam a uma discussão inesperada em algum lugar público (a ânsia por criticar o outro, apontar o dedo em riste jogando acusações nobres do presente mas sempre temperadas com as mágoas do passado) ou na frente de alguém. Porém, além desses lapsos, imperdoável é colocar a própria intimidade em pauta na internet. E, pasmem, eu já vi muito isso.

 

Casais que atiram contra si mesmos negações e culpas, relatam passo a passo da derrocada sentimental que vivem nas suas páginas pessoais na internet deveriam ser punidos severamente. Claro, não falo em mais alguma lei sem sentido que poderia ser feita pelos nossos nada nobres políticos. Deveria haver uma “etiqueta” com sanções. Assim, comportamentos em desacordo poderiam ser facilmente puníveis.

 

Viver em “casal” não é fácil na maior parte do tempo, mas se a pessoa escolheu isso para si, ela deveria enquadrar-se nas limitações da situação – e poupar meus ouvidos.

 

Sim, pasmem, tudo isso para dizer: poupem meus ouvidos (e, de certa forma, meus olhos)!

 

 

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