Os homens da minha vida – Anúncio de jornal

PROCURO HOMEM – De 16 a 55 anos.

Para relacionamento nada sério, mas divertido e que seja, todos os dias, interessante. Requisitos básicos: Goste de boas conversas, de preferência que tenha algo a dizer. Que aprecie mais a convicção do que a certeza. Tenha sempre as unhas aparadas e bem feitas (inclusive as cutículas) e as mãos e pés bem cuidados e macios. Que seja inteligente, independente de títulos e diplomas. Que saiba fazer as pessoas sorrirem mais do que rirem ou gargalharem. Que ame ler – não só livros técnicos, acadêmicos, a seção de esportes do jornal ou a Playboy – inclusive bons livros de ficção e poesia. Que goste de música – não precisa ser nenhum expert ou profissional da área – principalmente música brasileira, como o samba (se não, não seria bom da cabeça ou do pé). Por falar em samba, que já tenha amado de todo jeito e que já tenha sido amado, já tenha dado pé na bunda e já tenha levado, até, quem sabe, que já tenha sido traído (mas que jamais tenha traído a si mesmo), que já tenha vivido esses amores de samba e que entenda alguém que viveu amores de Cazuza. Preferência para quem gosta de tatuagem. Alguém que saiba apreciar o ócio e o dolce far niente e que tire de letra os dias de trabalho exaustivo. Que nunca pronuncie “estou cansado”. Que goste muito de bichos e flores e plantas. Que adore deitar na rede. Que ame praia, o sol, o mar, a areia, que goste de chuva e pare para ver o pôr-do-sol. Que saiba a delícia que é virar madrugadas – fazendo inúmeras coisas deliciosas. Que viva ocupado mas que tenha sempre tempo para mim. Que tenha mania de organização mas saiba quando é o momento da bagunça. Que sinta prazer em degustar um bom vinho, algum drink e até uma boa cachaça. Que adore viajar, pela terra, pelo céu, pelo mar. Que seja um pouco egoísta. É essencial que faça as coisas por si e para si, jamais pelos outros ou para os outros. Requisito muito necessário: que tenha imaginação e goste muito de fantasias (não necessariamente as de carnaval – por falar nisso, que não despreze o carnaval e uma bateria de escola de samba). Que seja piegas de vez em quando. Que seja sexualmente bem resolvido com o seu corpo. Que goste de inventar – coisas, programas, palavras, surpresas. Aliás, que não tenha medo de surpresas. Exigências: que leve os sacos de lixo para fora e troque o saco do aspirador de pó. Que saiba fazer pequenos consertos em casa e no carro. Que goste de fazer coisas (inclusive fantasias) ao ar livre. Que não reclame do frio quando fizer frio nem do calor nos dias quentes. Que goste de tomar banho de mar. Que passe um dia ou outro jogado no sofá debaixo das cobertas, assistindo seriados. Que goste de filmes (de todos os “gêneros”) e mesmo sendo mais barato e prático assistir em casa, que ainda valorize o encanto de uma ida ao cinema. Que não more sempre no mesmo lugar. Que não tenha medo (ou se tiver, que o encare) de mudanças. Que peque mais por fazer do que por deixar de fazer. Que tenha um sorriso lindo e olhos que digam o que pensa. Aliás, que pense sempre. Que goste de banhos de chuva e de observar a lua. Preferência para os que não gesticulam o tempo todo, mas saibam sempre quais os gestos exatos. Que tenha atitudes de homem – não de pirralho. Que não goste de café. Que saiba cozinhar bem, limpar, lavar e passar. Que nunca durma durante uma conversa. Que saiba elogiar quando eu usar uma saia, um vestido, um decote. Que tenha orgulho de quem anda ao seu lado – sem transformá-la num troféu. Que goste de crianças (e entenda como cuidar delas) e que queira ter filhos. Que não assista muita TV e que não goste dos canais Discovery. Se gostar de futebol ou esportes, que pelo menos dê intervalos para outras coisas (gostosas) durante a programação. Que não faça drama – de nenhum tipo. O ideal seria que não tivesse família e morasse sozinho. Na impossibilidade disso, que não tenha amor de mais nem de menos pela mãe, que não seja uma cópia do pai e não tenha irmãos aproveitadores e tias fofoqueiras. Que saiba fazer brincadeiras e piadas sem parecer um menino da quinta série. Que saiba ouvir elogios sem precisar deles e sem deixar inflar o ego. Que reconheça quando faz algo errado. Que saiba seduzir sem fórmulas prontas e repetitivas. Que precise variar sempre, em quase tudo. Que goste de janelas e varandas. Que goste de ver os aviões pousando e aterrissando, ou apenas cruzando o céu. Que entenda sinais. Que entenda riscos e perigos e não deixe de fazer nada por medo de encará-los. Que saiba dizer o que sente e que sempre o faça – e que saiba me ensinar isso. Que goste de mesas de cabeceira. Que chore – somente nos momentos de extrema dor ou alegria. Que seja explosivo – sinta mais indignação do que tristeza. Que seja crítico – mas não chato. Que goste de jogar, por mera distração, nunca por competição ou vício. Preferência para os que não gostam de videogame ou jogos no computador. Que goste de andar à pé, de longas caminhadas. Que fale abertamente sobre sexo. Que nunca grite – nem comigo nem com ninguém – mas que saiba quando é preciso falar grosso. Que discuta idéias, opções, propostas – jamais banalidades e besteiras. Que seja fiel a si mesmo, a tudo e a todos, menos ao dinheiro. Se gostar do poder, enfim, é aceitável. Independente da altura, do peso, loiro ou moreno, que seja sensual. Que goste de rebolar. (não é eliminatória, mas será levado muito em conta se tiver coxas grossas) Que dance mesmo sem saber dançar. Que nunca fique brabo por mais de três horas. Que goste de abraços – e que me ensine a gostar também. Que tenha muitas coisas a me ensinar. Que fale por horas, com paixão, daquilo que faz e gosta e me deixe fascinada por isso. Que coloque paixão em tudo o que faz. Que nunca corte o cabelo muito curto – deixe, no mínimo, aquele tanto para eu ter onde passar a mão, agarrar e puxar. Que saiba fazer massagens. Que saiba qual o lado do garfo e o da faca ao arrumar uma mesa. Que não reprima gemidos de prazer. Que seja espontâneo. Que beije muito, indiscriminadamente. Que tenha sintomas de ser possessivo e que transborde sinceridade. Que seja um ótimo amigo. Que goste de experimentar. Que goste de dar e receber presentes. Que leia pensamentos. Que, de vez em quando, olhe para trás. Que não use relógio. Que não tenha muitos pêlos, mas que não depile peito, pernas e braços. Não há exigências quanto ao estado civil, se possui filhos, profissão, cor da pele, signo do horóscopo ou número do calçado.

Contatos por aqui mesmo, ou nas esquinas da vida.

(em casos de não cumprir algum requisito ou cumprir mais uns que outros, serão todos analisado)

{Aos que exclamarem (em tom de galhofa ou crítica) “Quer um perfeito, então?”, direi que não sou perfeccionista (e, aliás, prefiro que ele também não seja), apenas sou detalhista.}

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