Para tudo há um tempo. Não há?

Hoje pela manhã, sentei no sofá, com a TV ligada e me diverti muito com a simplicidade de descascar amendoim.
Por instantes parei e lembrei de um balanço colorido (verde, amarelo, vermelho e azul), grande, ali na varanda, aquele sol agradável nas costas… a fôrma de amendoins torrados no colo, os pés que nem alcançavam o chão… o amendoim quentinho, aprendendo a rolá-los entre as mãos para descascá-los. Vinha aquele sorriso doce, deixava sempre eu pegar uns e comer “escondido”… aquele sorriso que ia comigo até a cozinha. Ali, aquela doce arte de fazer cajuzinhos! Deliciosos cajuzinhos! Que eu ajudava a enrolar, com um pouquinho de manteiga nas palmas das mãos, e sempre desviando um ou outro, desde que completasse a bandeja! E colocando em cada um, ali em cima, meio amendoim. Cajuzinhos! Aquela cozinha, aquele balanço, a varanda…
Tempo. Tempo. Tempo.
Não vai, não volta.
Aquele sorriso. Meu, para sempre.
O sorriso que até hoje me inspira a sorrir, como agora.
Depois das festas juninas… a surpresa que encontrei nos amendoins.

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