Sobre teorias e extirpações

Faz mais ou menos um ano quando foi que eu ouvi a teoria do “e precisa?”. Naquela madrugada e em vários outros dias ao longo desse tempo todo eu matutei e matutei sobre isso. E precisa?

Além da confusão que instaurou-se nos pensamentos e, claro, levou dúvida ao sentimento, houve um desastre anunciado nas atitudes e relacionamentos. Pouco restou disso tudo. Aliás, pra mim, não restou nada.

Se tem uma coisa que eu não gosto nessa vida é que as coisas fiquem mal resolvidas. Principalmente quando se trata de relações com pessoas. Para quem tem tanta dificuldade com as pessoas, quando as coisas desandam já não é mais dificuldade, é impossibilidade. E se tem uma coisa que eu sei fazer bem, principalmente nessas horas, é cortar relacionamentos de vez. Pra que ou por que manter uma pessoa na tua vida se ela não faz mais sentido nela? Ou se ela não demonstra ter coragem para manter-se nela?

Não há como entender os homens. Eu formulei a seguinte teoria: se age como babaca uma única vez, já não é mais homem, então pra mim deixa de existir. A teoria pode ser aplicada nas pessoas em geral. Se foi capaz de te sacanear uma vez, se teve alguma atitude babaca, esquece.

Claro, alguém com uma boa memória como eu não esquece. Mas definitivamente sei cortar laços. Extirpo pessoas da minha vida. Em casos nobres até dou chance, mas se não tem como, esquece – ou risca da lista mesmo.

Homem que é homem não se deixa ser mandado por mulher – seja ela esposa, namorada, caso, amante, o que for. Nem mulher que é mulher obedece homem nenhum. Aliás, mulher que é mulher não manda no seu respectivo marido/namorado/caso/amante. Mulher que é mulher se garante e encara as coisas de frente.

Acho lamentável que existam pessoas que fogem do que sentem. Pessoas que se acovardam diante das possibilidades que o mundo lhes dá. Pessoas que não assumem seus desejos e dúvidas. Como diz aquela canção “É o amor agitando meu coração Tem um lado carente dizendo que sim E essa vida da gente gritando que não” mesmo quando não é amor, mesmo quando é só desejo, ou mesmo – e principalmente – quando não se sabe direito o que é e se é alguma coisa.

Esse tipo de pessoa é mais um que eu extirpo do meu (minúsculo) círculo de relacionamento. Em casos nobres que até reluto um pouco, dou uma chance e espero uma resposta. Vacilou de novo? É fim.

Tem quem prefira obedecer aos gritos de “não” que a vida dá. Azar. Eu não obedeço ninguém, muito menos no grito. Pessoas fantásticas, grandes amigos, pessoas inteligentes e interessantes podem simplesmente sair da minha vida porque tomam atitudes babacas. De babacas o mundo está cheio demais. Prefiro os casos mais extraordinários, nada vulgares.

Ps: Sobre a teoria do “e precisa?”, realmente quem a proferiu estava certo. Não precisa. A pessoa não precisa colocar roupa isso ou aquilo, a mulher não precisa rebocar a cara de maquiagem, saia isso ou aquilo, o homem não precisa passar a cantada genial, nem fazer mil convites e levar no melhor restaurante, ou qualquer coisa dessas que dizem que é o jogo da conquista. Não precisa nada disso. Para seduzir, conquistar, despertar sentimentos apaixonantes no outro não precisa de nada disso, basta ser quem se é. Isso sempre vai conquistar alguém. (e aí abrem-se mil poréns)

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