Resolvi, neste clima de despedida de 2013, fazer uma lista. Não sou fã de listas. Meu mundo não é assim organizado. Fiz uma, ao meu gosto, dos eleitos do ano.
– Sorte e Azar eleita a música do ano. Na versão ao vivo com a qual me deleitei no show delicioso e inebriante do Barão. Foi a trilha do ano com “Tudo é questão de obedecer ao instinto Que o coração ensina a ter O resto é sorte e azar!” e eleito o mantra da sorte!
– Arrested Development foi eleita a série do ano para os momentos “vou rir que o mundo tá sombrio”.
– Buster eleito o personagem “queria ter escrito um assim”.
– Thiago Lacerda, no cinema e na TV, eleito o “quero um pra mim” do ano.
– Purefoy, no The Following, eleito o “suspiros” do ano.
– “Oh, Jack!” eleita a minha frase no escuro do ano.
– Telepatia com mami a 160km de distância eleita o “é muito amor” do ano.
– Torta de legumes da mami eleita o “quero mais” do ano.
– Tomar sorvete depois de longas caminhadas aventureiras pela Ilha sob sol forte foi eleito o “puta que pariu, por que eu fiz isso?!” do ano.
– Vestido 38 eleito facilmente o “YES!” do ano.
– Ir ao cinema sozinha impulsivamente foi eleito o “o mundo não é lugar pra mim, tchau!” do ano.
– E-mails não respondidos foram os “expectativa é um saco” do ano.
– Santana do Cariri eleita a “preciso voltar”.
– Dar um fim num caso de quase amor tumultuado foi o “você pode superar isso” do ano.
– Discutir em redes sociais foi eleito disparado o “não vou mais fazer isso” do ano.
– Belo Horizonte foi eleita o caso mal resolvido do ano.
– Março, novembro e setembro (nesta ordem) eleitos os meses do ano.
– O Prisioneiro eleito o livro do ano.
– O passado foi eleito o “sempre bom te ver” do ano.
– Escrever foi eleita a paixão do ano – agora definitivamente correspondida.
– Santo Elias e São João Nepomuceno, aquele que não tira os olhos de mim, foram eleitos os santos do ano.
– Lagoa do Peri foi eleita o “ali no meu quintal” do ano.
– Frequentar academia foi eleito o “quem diria” do ano.
– Twittar, por incrível que pareça, foi eleito o “preciso maneirar” do ano.
– Cachaça (a mineira e a do Sertão do Ribeirão) foi eleita o momento “fazendo festinha em mim mesma”.
– Só beber sozinha e em casa foi eleita a melhor decisão do ano.
– Falar verdades para pessoas próximas foi eleita o “deixa pra lá” do ano.
– Belchior foi eleito o “só ele me entende” do ano.
– Perder o show do Benito de Paula em São Francisco do Sul foi eleito o “as pessoas são muito fdp” do ano.
– Sagitário foi eleito o signo do ano.
– Pais solteiros e mãos foram eleitas as obsessões do ano.
– Veloster foi eleito (sem tirar o troféu da Dodge Dakota vermelha, mas juntando-se a ela) o carro que me dá tesão.
– Festa da firma em fotos postadas afú nas redes sociais foi eleito o “sério? As pessoas realmente gostam disso ou tá todo mundo fingindo?”.
– Editar foi eleito o “olha, eu ainda sei fazer isso!”.
– Minas Gerais, as minhas Gerais, foi eleito o “eu quero, eu posso, eu consigo” do ano.
– Parade´s End foi eleita a minissérie do ano.
– Piscianos (sim, mais de um) foram eleitos os “não era pra ser”.
– Vitor, Seu Napoleão, aquela senhora na topic, o Eli e o Elias foram eleitos com louvores o “certas pessoas mudam a vida da gente, vocês mudaram a minha”.
– Dar tudo errado foi eleito o “dá tudo sempre tão certo” do ano.
– Conversas com taxistas foram eleitas o “vê só!” do ano.
– “O coração está vazio e ausente. Os negócios vão bem.” foi a frase do ano da agenda.
– Por falar em agenda, conflito de datas e prazos foram eleitos o “te vira!” do ano.
– As duas estrelas cadentes que vi este ano (uma no Campeche e outra sobre o Rio Paraná) foram o “só me falta uma coisa na vida”.
– O Destino foi meu companheiro fiel com quem caminhei o ano inteiro de mãos dadas.
– Colher milho perdida no meio do milharal foi o momento “alegria de quem parece ter cinco anos” do ano.
– Sinais foram eleitos o “eu sempre acreditei” do ano.
– Querer seguir e o sentimento de não ter voltado foram eleitas as dores do coração.
– Decidir ter um filho foi eleita a coragem do ano.
– A chuva (tipo a de hoje) foi eleita a “de novo?!” do ano.
– Desejar tanto aquelas conversas no quarto de costura foi eleita a prova de que o impossível existe.
– Elogios foram eleitos a desconfiança do ano.
– Pessoas recém chegadas ao Instagram foram eleitas as “tua vida não é fotográfica, sorry” do ano.
– Eu nunca conseguir dizer o que devo foi eleito o “tu é uma anta” do ano.
– Sadok foi eleito o “finalmente um esmalte que não lasca no primeiro dia”.
– Meu Passado Me Condena foi eleito o “vi o trailer, ri, gostei, fui assistir para entender o fenômeno das comédias no cinema brasileiro contemporâneo e achei constrangedor”.
– Os Gonzagas e Milton Nascimento foram eleitas as trilhas das viagens e sentimentos redescobertos do ano.
– A morte foi eleita (depois de tantas visitas frequentes) a “não fez falta nenhuma!” deste ano.
– The Deep Blue Sea foi eleito o filme terapia do ano.
– Ver a lua cheia nascer atrás da Ilha do Campeche foi eleito o “corre, olha a onda!” do ano.
– Tomar banho de mar geladíssimo nos Ingleses com um pinguim foi eleito o “depois não sabem porque eu moro na Ilha” do ano.
– Ter que dar respostas que eu não tinha foi eleito o desafio intelectual do ano.
– Passar pelo risco de vida dentro de casa e saber que ninguém me socorreria e que nem dariam pela minha falta tão cedo foi o momento “a vida pode ser engraçada” (ironicamente) do ano.
– “Força, fé e cabeça no lugar” foi eleito o mantra de quando os astros estavam desalinhados.
– Minha boca maldita foi eleita, como sempre, a praga do ano.
– Minha fé foi eleita a “Deus tira até vaca do meu caminho” do ano.
– Sonhos escancarando as portas da realidade foi eleito o “vem, gostoso!” do ano.
– Os sonhos, aqueles dormindo, foram eleitos a hiper realidade do ano.
– O luar do sertão foi eleito… bem, a canção diz tudo.
– Excessos e desperdícios foram eleitos os “preciso mudar” do ano.
– Paisagens inesquecíveis foram eleitas “a vida é isso, não há mil palavras nem dez mil imagens que dêem conta”.
– As pessoas confiarem em mim e se abrirem tanto comigo foi eleito (novamente) o “não entendo isso” do ano.
– Homens casados e ocupados foram eleitos o “mundo triste este” do ano.
– A loucura do ano (nem as suas nobres concorrentes) infelizmente não pode ser anunciada aqui.
– Zoroastro Artiaga e Sinfrônio José (João Sinfrônio não dá) foram eleitos os nomes do ano.
– Ter escrito um livro de contos eróticos foi o trabalho mais divertido do ano.
– Decidir escrever mais um livro de contos foi o “trabalhar vicia”.
– Amores inventados foram eleitos o passatempo fútil do ano.
– As idéias geniais foram eleitas o “ufa!” do ano.
– Pensar em uma certa pessoa cogitando se ela também pensa em mim foi eleito o “já vi esse filme antes”.
Enfim, ainda tenho alguns dias para atualizar a lista. Alguns eleitos talvez não figurem aqui porque não valiam a pena. E este ano valeu muito a pena.
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