Versinhos de guardanapo de sábado à noite

É tempo de crise
E
Seja “Fora, Dilma”
Ou “Fora, Temer”
Sei que esqueceram
a vírgula
A pobre vírgula
Mais abandonada que o teu
Amorzinho da semana passada
Na crise a gente ama
No sábado a gente se diverte
E se a cabeça toda hora volta para o moço
É que aí tem coisa
Tem desemprego, tá caro o almoço
Tem quem tá sozinho
Beber a gente vai
Não ajuda a esquecer
Não resolve
Não é promessa de tarot
Que traz a pessoa amada em três dias
Mas tem malzbier
Tem desespero, tem leite a preço de ouro
Tá cheio de cafajeste em pele de cordeiro
A negação passou
Tá todo mundo no mesmo barco: tem crise!
Para adiar as mágoas tem malzbier
Pensar, de novo, no moço não desfaz
O encanto de querer feijoada
No meio da madrugada
Amanhã não será outro dia
Salvo qualquer engano
Hoje ninguém manda
E quem dera
O moço… – melhor não satisfazer
Escolha bem a carta do tarot
Não falte à entrevista de emprego
Economize na gasolina
E eu sorrio
Pra mais uma garrafa de malzbier

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