Variando

Não vamos pedir piedade aos caretas e covardes.

Quem tem pressa morre antes.

Não existe pecado, seja acima ou abaixo do Equador.

Em terra de cego sobram hematomas.

Vem, vamos embora que isso aqui não tem jeito mesmo.

Mais vale um na mão do que duas mãos vazias.

Se você pensa que vai fazer de mim o que faz com todo mundo que te ama, provavelmente está certo.

Sonhos de um barrigudinho

Farmácia. Pouco movimento. Duas mulheres na entrada conversam. Um menino pequeno está entre elas. Menino mediano (o “barrigudinho catarrento” do Caco Antibes). Idade, não sei, nunca sei dizer idade das pessoas, quem dirá de crianças.

“Mãe, eu emagreci? Mãe, eu emagreci? Mãe, eu emagreci?”

As mulheres, alheias à repetição da vozinha estridente, continuam a conversa animadamente (sobre o que é que me escapa, vozes estridentes consomem minha atenção). Barulho na rua.

“Mãe, eu emagreci? Mãe, eu emagreci? Mãe, eu emagreci? Mãe, eu emagreci? Mãe, eu emagreci? Mãe, eu emagreci? “

Eu, prestes a sair da farmácia (senão por já ter feito o que eu queria, mais para tirar aquela voz estridente dos meus ouvidos), com ânsias de beliscar o barrigudinho e soltar: não!! Tu tá gordo!

“Mãe, eu emagreci? Mãe, eu emagreci? Mãe, eu emagreci? Mãe, eu emagreci? Mãe, eu emagreci?”

Para a mãe aquela coisinha barriguda e estridente não parece existir.

O controle antes de ficar desesperada e intervir na cena me leva a disparar rumo à rua.

“Mãe, eu emagreci? Mãe, eu emagreci? Mãe, eu emagreci? Mããããe!”

Um olhar espantado (pareci dizer “ó, essa coisinha ainda existe, não foi hoje que ele se perdeu na multidão!) para baixo.

“Emagreceu, filho, emagreceu.” A conversa continua.

“Eba! Agora eu não sou mais gordo! Né, mãe? Eu sou magrinho!”

Sorriso triunfante.

Rindo, eu subo a ladeira. Sofro algumas vezes com a visita mental da voz estridente e repetitiva.

Etiqueta para Redes Sociais

Vamos combinar uma coisa? Parece óbvia.

Se você pensa (sim, há quem não o faça) você tem isso para si, não inventaram nada ainda que lê pensamentos. Seus pensamentos são seus. Muitas das suas atitudes também, se ninguém as vê.

Mas, a partir do momento que você participa de uma rede social e clica em “compartilhar”, “publicar”, “send”, “enviar”, “postar” e afins, você está automaticamente divulgando o que você escreveu e estará, sim, vulnerável a qualquer comentário. Veja bem, qualquer. Assuma isso no momento que clicar.

Porque os seus pensamentos são seus. Não estou criticando, de modo algum, o conteúdo do que você escreve no twitter, no Face e afins. Você pode escrever muito, desde “tomando banho” até um pensamento altamente complexo, um desabafo, o que for. Eu mesma já tive momentos de escrever bastante nesses meios, publicar fotos e etc.. Mas, assuma isso.

Se eu vou lá e comento o que você publicou, tenha o mínimo de caráter de não apagar o que eu escrevi. Você causou isso. Não quer comentários? Só pense.

Uma questão de etiqueta, educação. E não me venham com essa “é meu perfil, meu mural, eu faço o que eu quero”. Faz nada, fofurinha, só o pensamento é seu, lembra? Tanto que o meu comentário eu posso apagar, se seguir esse raciocínio.

Fácil, super fácil.

Mas a ignorância é tão mais fácil e tentadora.

Lamento que não se encontram mais pessoas que sustentam o que falam.

 

Umbigos desimportantes

Os umbigos são assim tão desimportantes, acreditando serem cosmopolitas. É um “mainstream” pra cá e pra lá. Uma modinha, um lugarzinho da moda como tantos outros já foram. Uma exploração vulgar do próprio vulgar. E há quem defenda, quem ache “moderno”. (Moderno já não saiu de moda com o contemporâneo? Isso sou eu que mentalmente fico indagando.) Os arrotos se sucedem, pesteando o ambiente, o ar e a chuva radioativa que vem já do Japão – aliás, a melhor piada do século, só falta a tal chuva matar, a piada seria ainda melhor. Sou PhD, mas jogo videogame. Sou popzinha, mas freqüento boite fuleira. Sou intelectualóide, mas como peixe frito com o pé descalço na areia. Toco Caetano no violão, mas sou mestre por uma Federal. Amo moda indie, mas curto aquele filmão da Jolie. E assim se auto-denominam “multiculturais”, do A, do B, do C e do que mais for, “com um pé lá e um cá”, da “alta” e da “baixa” cultura e balelinhas semelhantes – que, por fim, são a mesma coisa. Tem lá o João Paulo, o Cacupé, e a Tapera, a Costeira. Mas quem tá lá não pisa aqui. Aí é fácil, aí qualquer um diz que é de todos os lados e de todas as culturas. Acha bunitinho o pessoal da favela e não ouve um “vai se f***” de um morador, trabalhador desses que mora lá no morro, no meio de tanta coisa ruim levando a vida como pode, sempre melhorando. Fica fácil aí do alto de um monstro colossal da Beira-mar norte, do carro próprio, da mesada e do salário confortável dizer que está do lado de uma prostituta que faz uma “personagem”. Não vive a pele esfolada auto-infligida com tesoura dessa mesma puta, ali, durante o dia, num momento de auto-dissolução da vida, na frente da boitezinha da moda dos playboys que se acham os alternáticos da cidade. Esses alternáticos que defendem a naturebice e moram em área de preservação permanente numa Ilha que é desrespeitada, andam de fusca porque é Cult e poluem mais que um ônibus. Esses mesmos que acham “escolha” de vida exercícios físicos e comidas naturebas – vão de carro até a academia do outro lado da cidade (porque é a que está na moda e vai que poluir também é moda!) e compram salada no McDonald’s e compram “orgânicos” no Angeloni, mas vivem lá no seu apartamentozinho hiper protegido com ar condicionado e nunca colocaram o mão na terra para plantar um pé de goiaba (essa árvore que esses aí nem reconhecem se verem uma, árvore das mais fáceis de pegar em qualquer lugar dessa região), ou vivem na casa toda arrumadinha pela empregada e com jardinzinho impessoal cuidado pelo jardineiro. Acham que frutinhas e verdurinhas saudáveis dão na prateleira refrigerada do supermercado popzinho do high society. E aí a moda diz que é sushi bar, comida japonesa, coisinha aqui e ali, e você vai e diz que “ama” isso ou aquilo, não sem antes consultar teus amiguinhos e afins sobre o que todo mundo está “curtindo”. E tem lá a defesa dos animaizinhos, vinda desses f**** da p*** que dão presunto para o seu poodle, que alimenta o seus gatinhos “tilindinhos” com lasanha e chocolate, que fazem os seus bichinhos que dormem nas suas camas sofrerem de obesidade e terem mortes infelizes e sofridas, mas que nunca abandonaram seus donos de m**** porque sabem que o amor é cego e, como diria meu pai, “quem você acha que tem que pensar? Você ou o animal?”. Esses aí, pai, são cabeças de m***** que fazem sofrer os coitadinhos que não pensam porque a natureza os fez assim. Quem deveria pensar, não pensa. E faz essas pobres criaturas padecerem. Mas não são esses mesmos que defendem a não exploração animal – seja para comida ou para outro tipo de exploração? É, são esses mesmos. Fazem padecer àqueles que declaram seu amor. Amor idiota. São humanos, incongruentes, incoerentes, infelizes, e Jesus diz lá de cima, balançando a cabeça de um lado para o outro: eu queria repetir que eles não sabem o que fazem, mas, po***, como que não sabem?!?! E aí tem uns lá nos seus luxos de pobre de alma e de dinheiro que um dia conseguem um carro parcelado e um apêzinho parcelado ou de aluguel e juntam as trouxas para diminuir as despesas com a aparência que é “por amor” – sim, eles se ajuntam dizendo que se amam mas é porque é mais barato pagar um aluguel do que dois. E esses aí compram sapato de seiscentos reais, frutas de R$30 o quilo, viagem pro nordeste em 12 vezes sem juros, mas ainda escrevem casa com “z”.

Eu poderia continuar. Mas há mais umbigos desses por aí do que eu tenha a mínima paciência de narrá-los. Desimportantes, continuam e sempre serão. Sempre “auto” tudo e mais um pouco. Repare nas auto-descrições on line e afins.

Já quase perdi amigos pelas coisas que escrevo aqui no blog. Já perdi leitores que prefiriram continuar sendo amigos. Desagrado.

Estou sempre com o “dane-se” ligado e deixo um aviso sobre a publicação: sim, há palavrões, por incrível que pareça. Não os tenho no meu vocabulário diário, eles são especiais para momentos nos quais eu preciso expressar essa intensidade. Feito.

No momento, não olhe para o seu umbigo.

 

Artimanhas

Há sempre um dia no qual você encontra-se sozinho, mas sem o desejo de solidão. Para driblar essa inexatidão de sentimento e realidade você tem algumas opções:

  1. Sair de casa, ir a shopping, andar pelas ruas. Talvez entre a multidão você se sinta menos só.
  2. Tomar um banho bem quente. O calor da água pode “simular” um calor humano que você não encontra nem no seu próprio corpo.
  3. Pode ouvir música e deixar a TV ligada (menos eficaz) para que o barulho te faça lembrar que há “outros” nesse mundo.
  4. Ou ainda, você pode conectar o Google Maps no celular e ficar se localizando para que o mundo pareça menos solitário.

Talvez tenha quem entre no MSN, telefone para a mãe, vá para o bar com os amigos. Ou quem tome um tarja preta. Ou quem prefira um livro (a atividade mais solitária que há, por isso não recomendo, ela só irá enfatizar a realidade da solidão e desesperar o sentimento de companhia).

Hoje me sinto assim e pratiquei as quatro opções acima. Além disso, deixei só a luz do abajur acesa… a fraca intensidade da luz não me deixa perceber que a casa está vazia.

Apesar de sair de casa como na opção “a”, não queria encontrar ninguém, me desviei dos conhecidos. E lembrei da frase da Érica no http://desenhocego.blogspot.com/: “Não quero me esconder, mas prefiro não me mostrar.”

Embalada pela música me arrisquei à distância da poesia: vontade de ir à pé de Fpolis a Salvador e tomar banho gelado no inverno do Inferno.

 

Isso que nem deu um dia do mal criado Outono.

Seja bem-vindo, Outono!

 

Deixo aqui minhas boas vindas ao Outono, respeitosamente. Se eu gosto dele? Não muito. Há a inconstância dele pela qual não caio de amores, afinal já convivo o tempo todo com a minha.

E, sim, despeço-me do delicioso Verão que sempre e sempre me deixa saudades… até o próximo!

Seu Danga, obrigada.

Por mais cicatrizes e experiência que uma pessoa tenha, há momentos na vida que a emoção pode, ainda, tomar conta. Pode parecer bobo? Sim, e deve ser.

Há eventos distantes da realidade de uma pessoa que “emocionam” muito mais pelo mídia bombástica do que pelo sentimento em si. Há pessoas que tem razão o suficiente para não se deixar “emocionar” facilmente, e talvez se sintam atingidas só dentro da sua realidade próxima, sem, contudo, perder a legitimidade da solidariedade.

Para quem viaja, conhecer o “outro” é particularmente especial. Há personagens interessantíssimos (sempre lembro do agregado de “Dom Casmurro” quando uso superlativos) em todos os lugares. De nada vale conhecer lugares, cidades, campo, rotas e afins sem conhecer as pessoas do lugar. Elas valem muito mais do que um restaurante “típico”, em muitos casos.

Eu, no interior (interiôrrrrr, como diriam os “nativos”), encontrei novamente o seu Danga (João, oficialmente). Ex-motorista de caminhão por esse Brasil afora, ex-morador da Lagoa da Conceição há uns 45 anos, nascido na serra catarinense, com uma idade imprecisa entre os setenta e oitenta anos, naquela belíssima idade que nada mais muda e na qual eles já sabem de tudo, como diria Cazuza. Já praticamente surdo do ouvido esquerdo, pelo que minhas aulas sherlockianas puderam compreender.

Conversa vai, conversa vem… sobre o tempo, assunto quando se quer falar com o outro e não se sabe sobre o quê. Muita chuva por aqui, seu Danga? Não, não. Pois é, por lá está feia a coisa, interditaram a 376, virou um caos. E na Dona Francisca o povo não sabe respeitar. É, eu vi, já tem mais de oito mortes. Eu ia muito pra lá, pra São Bento do Sul. Ah, sim, mas é pista simples na Serra, o pessoal está acostumado com 101 duplicada, se matam mesmo, seu Danga.

E a surpresa da continuação do diálogo, após breve suspiro vem: é, mas feio mesmo está lá no Japão, né. Tem duzentos e cinqüenta mil brasileiros que querem vir pra cá e o presidente já falou que não tem como trazer, deu no jornal ontem.

Eu, viajando e viajando, já sem muita paciência pra jornais, amparada pelo twitter no celular onde conseguia sinal, do alto da minha indiferença sobre o que acontecia lá do outro lado do mundo; pois aqui pelo meu mundo já havia consternação o suficiente com o que lidar, inclusive com a 376 interrompida – completamente – pela primeira vez em mais de cinqüenta anos. É mesmo, seu Danga? Mas que coisa, deveriam dar um jeito, pois lá está faltando comida, água, luz, o país vai demorar pra se reconstruir, melhor eles viram pra cá e gerar menos problema para o governo de lá.

Comentário assim, politicamente correto, comentário simples, banal.

Mas seu Danga me surpreendeu: Eu tenho um neto que está lá. (é, eu achei que não tinha entendido direito) Ontem ele telefonou pra minha filha, disse que não sabe como vai ficar.

Um neto?

É, ele é casado com a minha neta, mas adotei como um neto. Moço muito bom. Ela faleceu, sabe (aquele breve intervalo que damos ao falar de alguém muito próximo que não está mais neste mundo e que diz tudo), naquele acidente, faz uns dois anos e pouco. Daí ele foi pra lá faz dois anos. Ele está bem onde foi atingido pela onda e pelo terremoto.

Não há politicamente correto a se dizer numa hora dessas.

Ele falava todo dia com o filho dele aqui, pela internet. Mas agora não consegue, ele conseguiu um celular pra falar com ele ontem, mas não sabia se ia conseguir por muito tempo porque estão no apagão, sabe, não tem energia por muito tempo.

O que fazer? Alguma pergunta para demonstrar interesse? Quantos anos tem o filho dele?

Seis anos. (sorriso – sim, sorriso de orgulho) Minha filha que foi lá em casa ontem e contou pra minha mulher. Lá ele só anda com máscara, estão com muito medo por causa lá do negócio, sabe? O negócio que vazou e está contaminando. Mas disseram que nem adianta porque não pega só pelo ar, pega pela pele também.

Aí, nesse ponto, nem pergunta adiantava. Sim, sim, muito perigoso mesmo. (a conversa seria interrompida)

Mas eu nem sei se ele conseguiu falar com a embaixada, alguma coisa. Era só colocarem dois aviões fazendo o trajeto e já conseguia trazer bastante gente, né?

Eu era intimada. Sim, claro, se não conseguirem trazer todo mundo, é uma coisa. Mas pelo menos estariam fazendo alguma coisa, do que só dizer que não dá. (era para falar mal deste governo, eu tinha algo a dizer)

Claro, claro.

Despedidas.

Seu Danga, ainda trabalhando. Agora não mais como caminhoneiro.

E não havia nada mais tenebroso do que o meu último comentário, se não der pra salvar todo mundo, mas pelo menos alguns. O dilema de toda uma humanidade, não dá para salvar todos. Quase nunca dá.

Seu Danga, a emoção em pessoa. Nada me liga a ele. Aquele mundo, lá do outro lado do mundo, agora fazia parte do meu mundo. Nada mais constrangedor e sem palavras. Aliás, ando sem palavras ultimamente.

Algumas horas depois, já na estrada, me peguei pensando na história do seu Danga. Admiro pessoas idosas como ele. Tive avós muito, muito, especiais. Sempre os trago na lembrança. O que mais me perseguiu foi o pensamento de trabalhar aos oitenta anos. Vi meus avós trabalharem até depois de aposentados. Vi ficarem um tanto sem rumo sem o trabalho de todo dia. Vejo a idade avançar sobre as pessoas e deixarem a carcaça com marcas irreversíveis do tempo – mas a cabeça, esta funcionando melhor do que a cinqüenta anos atrás. A cabeça alia a experiência à sabedoria do tempo e em raros casos deixa-se debilitar por patologias. O corpo padece, mas a mente continua sã.

Tudo isso irrompeu dentro de mim com o grito de que não quero parar nunca. Quando eu tiver oitenta anos quero estar trabalhando, vivendo, fazendo. Seja na condição que for, não vou parar. Não temo, hoje, ficar sozinha e enterrar todos a minha volta, acabar lá um dia bem velhinha. Aprendi com destreza a suportar as dores deste mundo, muitas delas, principalmente a perda.

Não vejo mais o “envelhecer” com aquele negativismo e pavor que eu via há quinze anos e solucionava com um suicídio prematuro planejado. O terror, naquela época, era me ver com quarenta anos, começando a decair, a sentir o peso do tempo. Antes disso era preciso tomar uma atitude.

Hoje eu quero encarar o tempo, traga ele o que trouxer.

E, sim, aos curiosos, o fim de tarde é meu momento especial. Principalmente o fim de tarde de um domingo de um fim de semana especial.

Roteirizando sem assunto

E eu aqui, quarto de hotel, sozinha, no interior.
Tudo fecha cedo. Não me animo a sair para nada, nem para procurar onde comprar a escova de dente esquecida.

E a dúvida persiste:

1. escrever
2. dormir (pura e simplesmente, como se no meu caso fosse assim)
3. assistir algum filme
4. pensar na vida

Poderia até começar a escrever um roteiro – Jovem sozinha num quarto de hotel no interior…

Mas, o que poderia acontecer? Alguma catástrofe natural típica 2012?
Ela dorme e acorda com moscas, baratas e outros bichinhos à moda Cronenberg?
Ela dorme e sonha, perdida entre sonho e realidade de mãos dadas com David Linch?
Ela foi perseguida até aqui e começa um daqueles suspenses que não deixam muita gente dormir?
Ou o hotel é assombrado pelo espírito de uma menininha que se matou no quarto ao lado sob a escrita do King?
Quem sabe o “armário” suspeito (é embutido e não possui arara nem prateleiras nem nada que o faça reconhecer como um armário legítimo) é a chave para um grande mistério que envolve milhões de reais desaparecidos como os passatempos de cinemão?

Já entendi… vou assistir um filme mesmo!

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