Status de Relacionamento nas Redes Sociais

Não me passe a sua senha e o seu usuário que eu posso, sim, mudar algumas informações do seu perfil. Não, não sou confiável. Mas, este texto abaixo foi tirado de uma conversa divertidíssima com uma amiga. É, definir status de relacionamento pode ser algo complexo. Eu, particularmente, sempre tive dificuldades!

Solteira (louca pra dar, procura homem freneticamente; homem na farra, não quer grude nem pensar)

Em um Relacionamento Sério (esse é pra depois de dar; tudo lindo e maravilhoso! Quer dizer, pelo menos nos primeiros meses)

Em um Noivado (esse é pra quando tu quer dar o golpe e o menino tá resistindo – pelo menos os meninos espertos!)

Casada (pra quando cansar de pagar aluguel e/ou não tiver mais sexo)

Em um relacionamento Enrolado (não dá nem desce – ou seja, não faz nem desocupa a moita. Os dois estão na mesma, querendo a mesma coisa, mas são tansos demais pra tomar atitude!)

Amizade-colorida (coisa pra gay e fã do Restart)

Viúvo (a felicidade plena, mesmo que sem herança! Ela: livrou-se do traste; Ele: livrou-se da megera)

Separado (resumindo, mulher tá com tudo, raspou o marido mas perdeu a moral, homem é que tá na pindaíba feia, a mulher levou tudo e sofre com dor de corno – mesmo não tendo sido corno!)

Divorciado (dor de cotovelo total, mas compreensível – subdivisões de desesperados em busca e recalcados até a alma, talvez até algumas outras categorias)

Há quem não coloque nada – isso mesmo, nenhuma das opções acima – desses aí, desconfie sempre! Pô, não sabe nem definir a sua relação – ou se não há relação! – é porque boa coisa não pode ser!

E há aquelas (as minhas preferidas) que não estão listadas aí, tipo, amante nas horas vagas, praticante de sexo casual com estranhos e/ou conhecidos, amásia, encalhada…

Muletas

As pessoas amparam-se em muletas para viver. Seja no amor, no trabalho, na família, na saúde. Precisam sempre de uma aliança, de salário mais alto ou estabilidade, do doar-se falsamente, de deixar para amanhã aquela caminhada.

Há sempre uma muleta para quem quer entrar no ônibus, sem pagar e ter um banco garantido.

Difícil mesmo é viver sem muletas e ter que ficar em pé, segurando um monte de sacola pesada, o trajeto todo. Mas, quem iria querer, não é?

Variando

Não vamos pedir piedade aos caretas e covardes.

Quem tem pressa morre antes.

Não existe pecado, seja acima ou abaixo do Equador.

Em terra de cego sobram hematomas.

Vem, vamos embora que isso aqui não tem jeito mesmo.

Mais vale um na mão do que duas mãos vazias.

Se você pensa que vai fazer de mim o que faz com todo mundo que te ama, provavelmente está certo.

Etiqueta para Redes Sociais

Vamos combinar uma coisa? Parece óbvia.

Se você pensa (sim, há quem não o faça) você tem isso para si, não inventaram nada ainda que lê pensamentos. Seus pensamentos são seus. Muitas das suas atitudes também, se ninguém as vê.

Mas, a partir do momento que você participa de uma rede social e clica em “compartilhar”, “publicar”, “send”, “enviar”, “postar” e afins, você está automaticamente divulgando o que você escreveu e estará, sim, vulnerável a qualquer comentário. Veja bem, qualquer. Assuma isso no momento que clicar.

Porque os seus pensamentos são seus. Não estou criticando, de modo algum, o conteúdo do que você escreve no twitter, no Face e afins. Você pode escrever muito, desde “tomando banho” até um pensamento altamente complexo, um desabafo, o que for. Eu mesma já tive momentos de escrever bastante nesses meios, publicar fotos e etc.. Mas, assuma isso.

Se eu vou lá e comento o que você publicou, tenha o mínimo de caráter de não apagar o que eu escrevi. Você causou isso. Não quer comentários? Só pense.

Uma questão de etiqueta, educação. E não me venham com essa “é meu perfil, meu mural, eu faço o que eu quero”. Faz nada, fofurinha, só o pensamento é seu, lembra? Tanto que o meu comentário eu posso apagar, se seguir esse raciocínio.

Fácil, super fácil.

Mas a ignorância é tão mais fácil e tentadora.

Lamento que não se encontram mais pessoas que sustentam o que falam.

 

Umbigos desimportantes

Os umbigos são assim tão desimportantes, acreditando serem cosmopolitas. É um “mainstream” pra cá e pra lá. Uma modinha, um lugarzinho da moda como tantos outros já foram. Uma exploração vulgar do próprio vulgar. E há quem defenda, quem ache “moderno”. (Moderno já não saiu de moda com o contemporâneo? Isso sou eu que mentalmente fico indagando.) Os arrotos se sucedem, pesteando o ambiente, o ar e a chuva radioativa que vem já do Japão – aliás, a melhor piada do século, só falta a tal chuva matar, a piada seria ainda melhor. Sou PhD, mas jogo videogame. Sou popzinha, mas freqüento boite fuleira. Sou intelectualóide, mas como peixe frito com o pé descalço na areia. Toco Caetano no violão, mas sou mestre por uma Federal. Amo moda indie, mas curto aquele filmão da Jolie. E assim se auto-denominam “multiculturais”, do A, do B, do C e do que mais for, “com um pé lá e um cá”, da “alta” e da “baixa” cultura e balelinhas semelhantes – que, por fim, são a mesma coisa. Tem lá o João Paulo, o Cacupé, e a Tapera, a Costeira. Mas quem tá lá não pisa aqui. Aí é fácil, aí qualquer um diz que é de todos os lados e de todas as culturas. Acha bunitinho o pessoal da favela e não ouve um “vai se f***” de um morador, trabalhador desses que mora lá no morro, no meio de tanta coisa ruim levando a vida como pode, sempre melhorando. Fica fácil aí do alto de um monstro colossal da Beira-mar norte, do carro próprio, da mesada e do salário confortável dizer que está do lado de uma prostituta que faz uma “personagem”. Não vive a pele esfolada auto-infligida com tesoura dessa mesma puta, ali, durante o dia, num momento de auto-dissolução da vida, na frente da boitezinha da moda dos playboys que se acham os alternáticos da cidade. Esses alternáticos que defendem a naturebice e moram em área de preservação permanente numa Ilha que é desrespeitada, andam de fusca porque é Cult e poluem mais que um ônibus. Esses mesmos que acham “escolha” de vida exercícios físicos e comidas naturebas – vão de carro até a academia do outro lado da cidade (porque é a que está na moda e vai que poluir também é moda!) e compram salada no McDonald’s e compram “orgânicos” no Angeloni, mas vivem lá no seu apartamentozinho hiper protegido com ar condicionado e nunca colocaram o mão na terra para plantar um pé de goiaba (essa árvore que esses aí nem reconhecem se verem uma, árvore das mais fáceis de pegar em qualquer lugar dessa região), ou vivem na casa toda arrumadinha pela empregada e com jardinzinho impessoal cuidado pelo jardineiro. Acham que frutinhas e verdurinhas saudáveis dão na prateleira refrigerada do supermercado popzinho do high society. E aí a moda diz que é sushi bar, comida japonesa, coisinha aqui e ali, e você vai e diz que “ama” isso ou aquilo, não sem antes consultar teus amiguinhos e afins sobre o que todo mundo está “curtindo”. E tem lá a defesa dos animaizinhos, vinda desses f**** da p*** que dão presunto para o seu poodle, que alimenta o seus gatinhos “tilindinhos” com lasanha e chocolate, que fazem os seus bichinhos que dormem nas suas camas sofrerem de obesidade e terem mortes infelizes e sofridas, mas que nunca abandonaram seus donos de m**** porque sabem que o amor é cego e, como diria meu pai, “quem você acha que tem que pensar? Você ou o animal?”. Esses aí, pai, são cabeças de m***** que fazem sofrer os coitadinhos que não pensam porque a natureza os fez assim. Quem deveria pensar, não pensa. E faz essas pobres criaturas padecerem. Mas não são esses mesmos que defendem a não exploração animal – seja para comida ou para outro tipo de exploração? É, são esses mesmos. Fazem padecer àqueles que declaram seu amor. Amor idiota. São humanos, incongruentes, incoerentes, infelizes, e Jesus diz lá de cima, balançando a cabeça de um lado para o outro: eu queria repetir que eles não sabem o que fazem, mas, po***, como que não sabem?!?! E aí tem uns lá nos seus luxos de pobre de alma e de dinheiro que um dia conseguem um carro parcelado e um apêzinho parcelado ou de aluguel e juntam as trouxas para diminuir as despesas com a aparência que é “por amor” – sim, eles se ajuntam dizendo que se amam mas é porque é mais barato pagar um aluguel do que dois. E esses aí compram sapato de seiscentos reais, frutas de R$30 o quilo, viagem pro nordeste em 12 vezes sem juros, mas ainda escrevem casa com “z”.

Eu poderia continuar. Mas há mais umbigos desses por aí do que eu tenha a mínima paciência de narrá-los. Desimportantes, continuam e sempre serão. Sempre “auto” tudo e mais um pouco. Repare nas auto-descrições on line e afins.

Já quase perdi amigos pelas coisas que escrevo aqui no blog. Já perdi leitores que prefiriram continuar sendo amigos. Desagrado.

Estou sempre com o “dane-se” ligado e deixo um aviso sobre a publicação: sim, há palavrões, por incrível que pareça. Não os tenho no meu vocabulário diário, eles são especiais para momentos nos quais eu preciso expressar essa intensidade. Feito.

No momento, não olhe para o seu umbigo.

 

Seu Danga, obrigada.

Por mais cicatrizes e experiência que uma pessoa tenha, há momentos na vida que a emoção pode, ainda, tomar conta. Pode parecer bobo? Sim, e deve ser.

Há eventos distantes da realidade de uma pessoa que “emocionam” muito mais pelo mídia bombástica do que pelo sentimento em si. Há pessoas que tem razão o suficiente para não se deixar “emocionar” facilmente, e talvez se sintam atingidas só dentro da sua realidade próxima, sem, contudo, perder a legitimidade da solidariedade.

Para quem viaja, conhecer o “outro” é particularmente especial. Há personagens interessantíssimos (sempre lembro do agregado de “Dom Casmurro” quando uso superlativos) em todos os lugares. De nada vale conhecer lugares, cidades, campo, rotas e afins sem conhecer as pessoas do lugar. Elas valem muito mais do que um restaurante “típico”, em muitos casos.

Eu, no interior (interiôrrrrr, como diriam os “nativos”), encontrei novamente o seu Danga (João, oficialmente). Ex-motorista de caminhão por esse Brasil afora, ex-morador da Lagoa da Conceição há uns 45 anos, nascido na serra catarinense, com uma idade imprecisa entre os setenta e oitenta anos, naquela belíssima idade que nada mais muda e na qual eles já sabem de tudo, como diria Cazuza. Já praticamente surdo do ouvido esquerdo, pelo que minhas aulas sherlockianas puderam compreender.

Conversa vai, conversa vem… sobre o tempo, assunto quando se quer falar com o outro e não se sabe sobre o quê. Muita chuva por aqui, seu Danga? Não, não. Pois é, por lá está feia a coisa, interditaram a 376, virou um caos. E na Dona Francisca o povo não sabe respeitar. É, eu vi, já tem mais de oito mortes. Eu ia muito pra lá, pra São Bento do Sul. Ah, sim, mas é pista simples na Serra, o pessoal está acostumado com 101 duplicada, se matam mesmo, seu Danga.

E a surpresa da continuação do diálogo, após breve suspiro vem: é, mas feio mesmo está lá no Japão, né. Tem duzentos e cinqüenta mil brasileiros que querem vir pra cá e o presidente já falou que não tem como trazer, deu no jornal ontem.

Eu, viajando e viajando, já sem muita paciência pra jornais, amparada pelo twitter no celular onde conseguia sinal, do alto da minha indiferença sobre o que acontecia lá do outro lado do mundo; pois aqui pelo meu mundo já havia consternação o suficiente com o que lidar, inclusive com a 376 interrompida – completamente – pela primeira vez em mais de cinqüenta anos. É mesmo, seu Danga? Mas que coisa, deveriam dar um jeito, pois lá está faltando comida, água, luz, o país vai demorar pra se reconstruir, melhor eles viram pra cá e gerar menos problema para o governo de lá.

Comentário assim, politicamente correto, comentário simples, banal.

Mas seu Danga me surpreendeu: Eu tenho um neto que está lá. (é, eu achei que não tinha entendido direito) Ontem ele telefonou pra minha filha, disse que não sabe como vai ficar.

Um neto?

É, ele é casado com a minha neta, mas adotei como um neto. Moço muito bom. Ela faleceu, sabe (aquele breve intervalo que damos ao falar de alguém muito próximo que não está mais neste mundo e que diz tudo), naquele acidente, faz uns dois anos e pouco. Daí ele foi pra lá faz dois anos. Ele está bem onde foi atingido pela onda e pelo terremoto.

Não há politicamente correto a se dizer numa hora dessas.

Ele falava todo dia com o filho dele aqui, pela internet. Mas agora não consegue, ele conseguiu um celular pra falar com ele ontem, mas não sabia se ia conseguir por muito tempo porque estão no apagão, sabe, não tem energia por muito tempo.

O que fazer? Alguma pergunta para demonstrar interesse? Quantos anos tem o filho dele?

Seis anos. (sorriso – sim, sorriso de orgulho) Minha filha que foi lá em casa ontem e contou pra minha mulher. Lá ele só anda com máscara, estão com muito medo por causa lá do negócio, sabe? O negócio que vazou e está contaminando. Mas disseram que nem adianta porque não pega só pelo ar, pega pela pele também.

Aí, nesse ponto, nem pergunta adiantava. Sim, sim, muito perigoso mesmo. (a conversa seria interrompida)

Mas eu nem sei se ele conseguiu falar com a embaixada, alguma coisa. Era só colocarem dois aviões fazendo o trajeto e já conseguia trazer bastante gente, né?

Eu era intimada. Sim, claro, se não conseguirem trazer todo mundo, é uma coisa. Mas pelo menos estariam fazendo alguma coisa, do que só dizer que não dá. (era para falar mal deste governo, eu tinha algo a dizer)

Claro, claro.

Despedidas.

Seu Danga, ainda trabalhando. Agora não mais como caminhoneiro.

E não havia nada mais tenebroso do que o meu último comentário, se não der pra salvar todo mundo, mas pelo menos alguns. O dilema de toda uma humanidade, não dá para salvar todos. Quase nunca dá.

Seu Danga, a emoção em pessoa. Nada me liga a ele. Aquele mundo, lá do outro lado do mundo, agora fazia parte do meu mundo. Nada mais constrangedor e sem palavras. Aliás, ando sem palavras ultimamente.

Algumas horas depois, já na estrada, me peguei pensando na história do seu Danga. Admiro pessoas idosas como ele. Tive avós muito, muito, especiais. Sempre os trago na lembrança. O que mais me perseguiu foi o pensamento de trabalhar aos oitenta anos. Vi meus avós trabalharem até depois de aposentados. Vi ficarem um tanto sem rumo sem o trabalho de todo dia. Vejo a idade avançar sobre as pessoas e deixarem a carcaça com marcas irreversíveis do tempo – mas a cabeça, esta funcionando melhor do que a cinqüenta anos atrás. A cabeça alia a experiência à sabedoria do tempo e em raros casos deixa-se debilitar por patologias. O corpo padece, mas a mente continua sã.

Tudo isso irrompeu dentro de mim com o grito de que não quero parar nunca. Quando eu tiver oitenta anos quero estar trabalhando, vivendo, fazendo. Seja na condição que for, não vou parar. Não temo, hoje, ficar sozinha e enterrar todos a minha volta, acabar lá um dia bem velhinha. Aprendi com destreza a suportar as dores deste mundo, muitas delas, principalmente a perda.

Não vejo mais o “envelhecer” com aquele negativismo e pavor que eu via há quinze anos e solucionava com um suicídio prematuro planejado. O terror, naquela época, era me ver com quarenta anos, começando a decair, a sentir o peso do tempo. Antes disso era preciso tomar uma atitude.

Hoje eu quero encarar o tempo, traga ele o que trouxer.

E, sim, aos curiosos, o fim de tarde é meu momento especial. Principalmente o fim de tarde de um domingo de um fim de semana especial.

Tabu

Nada disso de a arte imita a vida, ou o contrário. Bobagens.

Nesta verdadeira quarta-feira de cinzas, no começo da madrugada (meu horário!), trocando de canal só para ter certeza que não havia nada interessante passando antes de ir dormir, eis que me surge algo interessantíssimo.

Sorrindo lembrei dos meus posts “Os homens da minha vida”, pensei até em nomear este post como mais uma versão dele. Mas, enfim, é mais uma versão, mas o título será outro.

Não falarei sobre o filme. Nada demais na direção, nem na fotografia. Talvez nem na atuação, exceto o pai da menina Jasira. A atriz novata que faz a Jasira tem uma mania “boca aberta” (literalmente) que pode chegar a irritar.

Mas o roteiro, baseado em livro, é de uma beleza sublime. Eu diria, perfeito. Que “Beleza Americana” que nada! Acho o filme boboca. Tabu (Nothing is Private) não pode sequer ser comparado a essa estapafúrdia estória americana.

Uma menina de treze anos, apenas. E um mundo maravilhoso no sangue. Gostei dos dois títulos (não sou o tipinho que vive implicando com as traduções para o nosso idioma), Tabu define muita coisa do filme – o que me fez ficar pensando o que seria o tabu, afinal, desejos naturais (extremamente naturais) de uma menina de treze anos? Ou Nothing is Private, com intenções políticas e implicações sociais? Mas, hoje eu renomearia meus posts “Os homens da minha vida” para Nothing is Private. Gostei muito da expressão. Num blog, nothing is private.

Por que não, né?

Fica o filme com expressão artística visual dos posts. E fica aqui o vídeo da expressão musical de algumas coisas dos posts. Viu só, palavras não são tudo. Realidade não é nada!

 

Brevíssimas

Sabe o fato do atropelamento em massa da tal “massa crítica” (já achei o nome deplorável) que aconteceu no domingo em Porto Alegre? Pois é. Sinceramente tenho dois comentários: 1. Eu não tenho coragem de andar na pista, ali no cantinho, onde o ciclista deve andar quando não há ciclovia (ter ciclovia é exceção, veja bem) e cometo o erro de andar na calçada. Porque motorista que respeita ciclista é ainda mais raro e eu prezo pela minha integridade (física e moral); 2. Ciclista que se acha o “bom”, que se diz “profissional” diante de uma reles mortal como eu que usa uma bicicleta, nem de longe “das boa”, para passear e de vez em quando como meio de transporte é tão desrespeitoso quanto um motorista desses como o do golf preto. O cara acha que a ciclovia não é lugar de quem passeia só porque ele não tem aquele capacete feio, shortinho de gel, blusa com os bolsinhos atrás (eu tenho, só para constar, mas não tenho usado) e bicicleta de aro fininho e de alumínio. Esse tipo de ciclista “profissional” eu também dispenso e coloco junto com os motoristas que não nos respeitam!

Pessoas correm. Sabe aquela “corridinha”? Então… não vejo sentido em correr! Tudo bem, opinião minha. Mas, sério, fique num calçadão observando. Tem cada figura! Cada um corre de um jeito e só o que me dá é ataque de riso! Tem os movimentos mais esquisitos que já vi!

Queridas, e esses shorts com forro do bolso aparecendo? O que é isso, meu povo? Era pra ser despojado, sexy. Uma atriz famosa dessas apareceu num lugar exótico com um short (estilo calça boyfriend cortada mesmo!) assim e as revistas disseram que era moda. Mas, queridas, esse shorts que vocês compram com pseudo-forro (sim, é colocado ali de propósito) com estampas de flores, desenhos e bobagenzinhas afins, aparecendo na barra do shorts só é uma coisa: brega! Sim, é brega! Não me conformo em vê-las andando por aí com essa coisa brega demais! Fico pensando, o look até que estava bom, mas aquilo ali dá teu atestado de breguice sem fim. Pode ser bonita, gostosa, aquele pedacinho de pano horrível acaba com os teus esforços na academia. Sabe quando lançam uma moda que pega, todo mundo usa e toda vez que você vê pensa “quando será que essa moda vai passar?”? Então, esse short pra mim está nessa. A gente sofre com essa inundação de coisas passageiras pelas nossas vistas. Pelo bem, quando vocês se derem conta, queridas, de que é brega e a moda passou, é só passar a tesoura na parte que aparece e o bom e velho short voltará à sua boa forma!

Querida Prefeitura de Florianópolis e CASAN: as obras da beira-mar norte ficaram muito boas! Sério mesmo, dá um gosto a mais caminhar, tirar fotos e andar de bicicleta por ali! Pena que quando eu morava ao lado da beira-mar sul não vi algo assim por lá. Aliás, acho que até hoje ela está lá abandonada. Com exceção dos píers, que poderiam ser copiados aqui na beira-mar norte! Agora, queridas, vocês sabiam que a beira-mar norte não termina no famigerado Koxixo’s? (Alguém me explica como essa coisa asquerosa ainda existe? O que as pessoas têm na cabeça de ir no “Koxixo’s”? Não gosto do nome, nunca fui lá e aquilo é um antro! Deixem de freqüentar, assim talvez ele deixe de existir!) Pois se não sabem vou lhes contar que a beira-mar continua até a entrada do Córrego Grande, atrás da UFSC! Isso mesmo! Novidade, né? E, sim, esse trecho merece o mesmo respeito que o outro trecho que ficou delicioso! Pensem nisso!

 

Os homens da minha vida – versão extra I

O que faltava

No período pós Antônio querido, houve um que relutei em colocar na “lista” por alguns motivos, mas depois, pensando, vi que pela importância ele deveria constar. R. Sempre que me remeto a ele a imagem é daquele apartamento com varanda, muito iluminado pela tarde, prédio antigo e espaçoso perto da biblioteca, a duas quadras… bem, melhor parar por aqui, pois aí estão alguns motivos da relutância. Foi com ele que a música irrompeu mais forte, revoltada, lírica e chutando a porta da minha vida. Tentei com todas as minhas forças aprender a tocar violão, mas nem ele nem ninguém haveria (ainda) de conseguir me fazer aprender teoria e prática musical. Um fracasso completo. Ainda tenho o violão daquela época. Moreno (é claro), com cabelos cacheados! Ah, aqueles cabelos cacheados! E uma voz (não do Wagner Moura) tão sutil e multiforme que embalaram meus ouvidos por muito tempo. Não havia calmaria, havia quase devoção. Mas algo não se encaixava. Foi um período breve, longe da rotina, que marcou tanto quanto a música significa hoje para mim.

Presente

Depois me peguei pensando onde andam esses homens. Primeira constatação: não sou amiga de nenhum deles, o que confirma minha teoria de amigos e homens. Alguns vejo por aí de vez em quando, sem nenhum problema. Mas outros curtem aquele ódio de uma vez ter ouvido “não darei” ou “não darei mais”. Aliás, esta a grande lição, a mulher precisa aprender cedo a dizer “não”. As negativas “não darei” e “não darei mais” despertam a ira dos homens e para quem já passou por ameaças, telefonemas, perseguições, e-mails, mensagens, gritaria no portão de casa por algum inconformado desses nunca é demais tomar precauções e saber que é preciso levar a sério as ameaças, calúnias e difamações. Ontem mesmo uma mulher foi assassinada dentro de um ônibus porque queria terminar um relacionamento, a ira do homem e a sua não aceitação dessa iniciativa resumiu-se em facadas. Na loucura não patológica uma resposta ameaçadora de processo por calúnia e difamação (sim, eu processo mesmo) pode te dar a paz. Queridas, levem sempre isso com vocês. Eu aprendi que a ira de um homem ao ouvir um “não darei” pode te prejudicar e muito, seja no ambiente profissional, na família, nas amizades. Mas, como conto com a minha integridade e caráter, não me atingiram.

Enfim, onde eles estão? A maioria casado. É, lá vem essa história de casamento. Ah, só para constar, nunca casei. E isso aí é aquilo que citei sobre “sintonia” e “caminho”. Também nunca morei junto, nunca dividi pobreza nem juntei as escovas de dentes. O R casado com uma magricela e tem dois filhos. O CL (o mais velho dentre todos) já casou com uma magricela loira, teve filhos e hoje está divorciado, de vez em quando com uma namorada do acaso e continua com aquele sorriso sedutor. Ainda hoje eu cairia naquele sorriso.

De alguns nunca mais tive notícias, às vezes me encontram nessas redes sociais da vida e vejo que não perdi nada. Raramente, quase nunca, encontro algum pelas esquinas. Sinal dos caminhos e da sintonia.

Futuro

Com as loucuras (pequenas e grandes) e com relacionamentos auto-destrutivos, descobri que essa história de “pra sempre”, como diz a música, sempre acaba. Aprendi que o peso das palavras e promessas não serve para mim (eu já sabia isso, mas tive que quebrar a cara para relembrar isso). Talvez aí resida o problema do casamento, da terminologia.

Aprendi, acima de tudo, que gosto de mim. Isso sempre deve vir antes. E, ao contrário do que parece, não sou egoísta num relacionamento. Mas as pessoas são muito decepcionantes. Em relação à faixa etária, sinto que é inversamente proporcional mesmo. Me vejo uma velhinha babando por menininhos de quinze anos.

Só quero que conste aqui que não falei sobre como eu sou nos relacionamentos, isso fica para outro post, ou não.

(Agradeço as palavras do meu amigo Adenor de incentivo para não publicar estes posts. Elas serviram para que eu finalmente publicasse. E saibam que o “olhos tristes”, ao ser perguntado se ficaria incomodado se eu publicasse um post assim intitulado, respondeu que não. Infelizmente suprimi, por trapaças da memória e talvez outros motivos, alguns personagens e alguns fatos. O que não diminui em nada a narrativa.)

(Atualizações de última hora: Adenor: ex-amigo – ao que parece escorregou no erro fatal, amigos, amigos, homens à parte; “olhos tristes”, era tão indiferente a tudo que me importava tanto, levou um pé na bunda por e-mail.)

Por e para

Eu escrevo por mim, mas para vocês.

Ninguém escreve algo que torna público apenas para si mesmo.

Escrevo porque preciso, como diria lá o Deleuze.

Mas isso aqui é todo para vocês.

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